NO gastou R$ 5,8 mi nos últimos 7 anos em subsídios

Empresa Rápido Sumaré recebe R$ 5,11 por embarque; desse total, R$ 2,41 saem dos cofres municipais


Foto: Marcelo Rocha / O Liberal
Repasse está previsto em uma lei aprovada em 2011, mesmo ano em que a administração concluiu a licitação para a escolha da operadora

A Prefeitura de Nova Odessa gastou, nos últimos sete anos, R$ 5,8 milhões para subsidiar a tarifa do transporte coletivo municipal. A empresa Rápido Sumaré, concessionária responsável pelo serviço, recebe R$ 5,11 cada vez que um passageiro passa por suas catracas. Desse total, R$ 2,70 são pagos pelos usuários “comuns” e R$ 2,41 saem dos cofres municipais. No caso dos estudantes, que têm desconto maior, o subsídio é ainda maior: R$ 3,56.

O repasse está previsto em uma lei aprovada em 2011, mesmo ano em que a administração concluiu a licitação para a escolha da operadora. A empresa foi a única participante da concorrência pública.

O contrato vai até o final de 2021, podendo ser prorrogado por mais dez anos. A administração, no entanto, incluiu na proposta do Plano de Mobilidade Urbana, a realização de uma nova licitação para a concessão do serviço. O objetivo, segundo o anteprojeto do plano, é promover integração física e tarifária com o transporte intermunicipal,gerenciado pela EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos).

Em 2015, ano do último reajuste da “tarifa cheia” – passou de R$ R$ 4,71 para os atuais R$ 5,11 – uma nova norma foi aprovada para atualizar os valores pagos pelo município.

Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, o pagamento é feito de forma mensal, depois que a concessionária apresenta um relatório com o número de passageiros transportados. Em 2017, ano em que a prestação de contas da Sumaré já foi aprovada pela administração, foram registrados, em média, 34 mil embarques por mês.

Para o próximo ano, a concessionária solicitou à prefeitura um reajuste de pouco mais de 37% na tarifa, que já é a mais cara do Brasil. Se o pedido for atendido o valor passará a ser de R$ 7,02. Isso significa que, para manter a tarifa atual ao usuário, o governo municipal teria de gastar 79% com o subsídio.

O prefeito Benjamim Bill Vieira de Souza (PSDB) nomeou uma comissão especial, que vai analisar o requerimento da empresa de ônibus.

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