Matsubara não existe sem ele

Nos 40 anos do clube, completados neste ano, Joia foi gandula, jogador, técnico, diretor e presidente da agremiação


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Maior campeão amador de Nova Odessa, o Matsubara nunca existiu sem Valdecir Viana, o popular Joia. Ele se dedica à equipe desde a fundação, em 1979, seja como jogador, técnico, diretor, presidente ou até mesmo gandula.

O Matsubara foi fundado pelos irmãos de Joia, no bairro Jardim Eneides, dia 8 de agosto daquele ano. À época, aos 10 anos, ele acompanhava o time como espectador. Ficava à beira do campo nos jogos, sempre
disposto a ajudar.

“Quando eles montavam as equipes, eu já gostava de futebol e ia acompanhá-los, ia buscar a bola atrás do gol para eles”, conta.

Aos 14, Joia passou a jogar na base do Matsubara e, depois, fez história na equipe principal. Participou dos dez títulos municipais conquistados pelo time, em 1989, 1990, 1991, 1997, 1998, 2001, 2004, 2012, 2016 e 2018.

Foto: João Carlos Nascimento - O Liberal
Desde a fundação, dedicação ao Matsubara

Em oito, estava dentro das quatro linhas, como centroavante – foi três vezes artilheiro do campeonato. Nos dois últimos, como técnico.

Hoje, aos 50 anos, Joia trabalha com fretes, como autônomo. Mas, nas horas vagas, divide as funções de treinador e presidente do Matsubara. “Fim de semana é praticamente dedicado a esse clube maravilhoso que, para mim, é a segunda pele”, diz.

Há cerca de 20 anos, o clube utiliza um campo municipal no Parque Industrial Harmonia, por meio de parceria com a prefeitura. Como contrapartida, a equipe é responsável pela manutenção do local, apelidado de Ninho da Água.

“Temos que manter a grama sempre roçadinha, o campo marcado, para os atletas poderem vir, utilizar. (O gramado precisa) estar em bom estado para que todos possamos praticar um futebol bonito”, afirma.

Além do gramado, o espaço tem vestiário e área de lazer, onde o Matsubara costuma promover confraternizações. “Quando acaba a partida, vimos para a sede aqui. Não são só os atletas que vêm. É familiar. Vêm a família, a esposa, as crianças para brincar. É onde conseguimos manter a equipe”, aponta.

Esses encontros, de acordo com ele, mantêm a união dos jogadores. “Costumamos falar que nós somos uma família. Quem vem para cá dificilmente sai daqui”, diz.

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