Grupo produz peças de lã para mães de recém-nascidos

Mulheres se unem e criam corrente do bem, tricotando peças de roupa em lã para bebês nascidos em maternidade pública de Nova Odessa


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Professora de artesanato Yolanda Nazário, que coordena o grupo, junto da dona de casa Elisan Hohmuth

Um grupo de mulheres de Nova Odessa se uniu para aquecer os bebês nascidos na maternidade pública do município. Desde fevereiro, elas tricotam peças em lã que formarão kits para serem entregues como presente às mães que derem à luz no local durante o inverno. Cada recém-nascido terá direito a um conjunto formado por manta, luva, gorro e sapatinho.

A professora de artesanato Yolanda Pereira Nazário coordena o grupo. Segundo ela, já são quase 20 mulheres envolvidas na produção das peças. “É um projeto aberto a qualquer pessoa interessada em participar. Para quem não souber fazer tricô eu ensino”, diz, motivando mais voluntárias a participar do projeto.

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A professora de artesanato Yolanda Pereira Nazário coordena o grupo

A dona de casa Elisan Gomes Hohmuth atendeu ao convite. Ela aprendeu a fazer tricô para colaborar com o projeto e hoje usa as horas de folga para ajudar na produção dos kits. A voluntária colabora tricotando mantas. A peça é a que demora mais tempo para ficar pronta. Então, quanto mais mulheres tricotando melhor.

“Fiquei sabendo do projeto através de uma amiga. Ela me chamou para fazer parte e nunca mais parei”, diz. A iniciativa nasceu dentro do grupo de artesanato que funciona no Clube da Melhor Idade de Nova Odessa, mas extrapolou os limites do local e alcança mulheres de várias partes do município, que produzem as peças em casa e depois enviam ao grupo.

GORROS. Há mais de cinco anos, a dona de casa Ana Maria Acosta começou a tricotar gorros para os pacientes de câncer do Centro Infantil Boldrini, em Campinas, e Hospital do Amor, em Barretos. Ela mantém a iniciativa, mas agora também é uma das voluntárias que integram o grupo de mulheres que estão tricotando peças para os recém-nascidos na maternidade de Nova Odessa.

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Há mais de cinco anos, a dona de casa Ana Maria Acosta começou a tricotar gorros para os pacientes de câncer do Centro Infantil Boldrin

Ela trabalha o ano todo na produção das peças em lã. “Faz parte da minha rotina. Estou sempre fazendo. O inverno é um período curto e quando ele chega as peças já têm que estar prontas”, explica.

As seis cirurgias pelas quais já passou não atrapalham. Ana Maria revela que fez três cirurgias no ombro, outra para retirar um cisto do braço, mais uma na palma da mão e outra em um dos dedos. “Fiquei muito tempo sem conseguir levantar o braço, mas recebi uma graça grande e hoje nem dor eu sinto mais”, comenta.

O empenho na produção das peças é em retribuição à cura. “Sou muito grata por poder fazer isso, depois de ter sofrido tanto com as cirurgias. Então faço pelo prazer de poder ajudar”, acrescenta.

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Elisan aprendeu a fazer tricô para colaborar com o projeto e hoje usa as horas de folga para ajudar na produção dos kits.JPG

Quando começou, ela comprava a lã que usava na confecção das peças. Hoje, ela recebe doação das amigas e também do Fundo de Solidariedade de Nova Odessa, que incentiva o projeto doando lãs às mulheres que fazem a montagem dos kits. Mas como lã é a matéria-prima que move o projeto, as voluntárias estão sempre abertas a receber doações que garantem novas peças.

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