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Em meio a polêmica, novo loteamento é aprovado em Nova Odessa

Prefeitura de Nova Odessa aprova mais 584 lotes enquanto se discute no município a capacidade de garantir o abastecimento de água


Foto: João Carlos Nascimento - O Liberal.JPG
Localizado próximo da Rodovia Rodolfo Kivitz, Jardim Florença é um loteamento residencial com 584 unidades

Em meio a discussões sobre a capacidade da Coden (Companhia de Desenvolvimento de Nova Odessa) em garantir o abastecimento de água na cidade pelos próximos dez anos, a prefeitura aprovou no dia 12 deste mês mais um loteamento residencial, o 12º em um período de seis anos.

Entre 2013 e 2018, a administração do prefeito Benjamin Bill Vieira de Souza (PSDB) também aprovou sete prédios de apartamento. Vereadores da oposição e até da base governista não se convenceram com as garantias apresentadas pelo presidente da Coden, Ricardo Ongaro, durante audiência na câmara em 11 de fevereiro.

Na oportunidade, o representante da companhia afirmou que não vai faltar água na cidade “se chover os 1.300 milímetros que chove todo ano”. O presidente da Casa, Vagner Barilon (PSDB), criticou o raciocínio, pois acredita que a empresa de economia mista deveria trabalhar com base no pior cenário possível.

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“Ficou muito claro na sessão, dito pelo diretor da Coden, que se não chover esse ano 1.300 milímetros, Nova Odessa corre o risco de ficar sem água. Já deveria, na minha opinião, ser um alerta suficiente para se suspender essas aprovações até que haja um coeficiente de segurança hídrica confortável para atender não só a população atual, mas os projetos que já tinham sido aprovados de empreendimentos na cidade”, afirmou Barilon.

O decreto municipal autorizando o novo empreendimento foi publicado no Diário Oficial do dia 13 de março. Chamado de Jardim Florença e localizado próximo da Rodovia Rodolfo Kivitz, o loteamento residencial conta com 584 lotes. A execução é de responsabilidade da Musenek & Giatti Ltda.

Ainda de acordo com a publicação, além da necessidade da loteadora ter de implantar rede interna de abastecimento de água e também de coleta e afastamento de esgoto, a prefeitura exigiu outras contrapartidas. Entre elas, a reforma da Praça José Gazzetta e da Praça do Jardim São Jorge.

IMPACTO. Com base nas respostas da prefeitura a requerimentos, o vereador Tiago Lobo (PRB) fez uma estimativa do impacto dos novos loteamentos. De acordo com as contas do vereador, a estimativa é que todos os empreendimentos criem juntos 10.322 lotes, sendo que a população prevista para essas áreas seria de 30.966.

“É um levantamento com relação ao que tem no Grapohab (Grupo de Análise e Aprovação de Projetos Habitacionais) e requerimentos que foram respondidos, e montei uma tabela com o número de unidades. O prefeito tem feito umas contrapartidas. Nós vamos avaliar se a gente aciona o Ministério Público em relação a isso porque vai dar uma maquiada no negócio e no fim vai ficar uma bomba para quem vier no futuro”, disse Lobo.

Prefeitura destaca redução de perdas

Através da assessoria de imprensa, a prefeitura afirmou que nos últimos seis anos foram investidos R$ 50,1 milhões em obras (troca de rede) e medidas (desassoreamento e recuperação das nascentes). “Só com a substituição da tubulação, a Coden reduziu o volume de perdas de 45,3% em 2013 para os atuais 26%”, disse a prefeitura sobre a situação.

Com relação ao empreendimento do Jardim Florença, a administração ressaltou que o empreendedor se compromete a construir um reservatório elevado de água, com volume de armazenamento de 500 metros cúbicos, em área a ser definida pela Coden. O Executivo também informou que retira atualmente 14 milhões de litros de água das represas para atender a demanda de 25,4 mil residências. Em 2013 eram retirados 16,1 milhões. “Ou seja, uma economia de aproximadamente 2,1 milhões de litros de água por dia, uma quantia que abastece cerca de 10 mil moradores diariamente”, afirmou a prefeitura.

O Executivo disse ainda que a disponibilidade de água para captação deve aumentar a partir do ano que vem, com a entrega da ETA 2, na região do Pós-Anhanguera, cujas obras foram iniciadas em janeiro, com investimento inicial de quase R$ 3 milhões. A obra vai beneficiar 11 bairros e elevará a capacidade de tratamento de água para cerca de 90 mil moradores.

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