Carol Moura pede demissão do cargo de secretária

Prefeitura de Nova Odessa anunciou nesta terça a exoneração da secretária de Desenvolvimento Econômico, após polêmica sobre prisão por furto em loja


A Prefeitura de Nova Odessa anunciou nesta terça-feira (12) a exoneração da secretária de Desenvolvimento Econômico, a vereadora Carol Moura. O LIBERAL revelou um dia antes que ela se tornou ré em uma ação penal por furto a uma loja de roupas em um shopping de Campinas.

Segundo a nota oficial divulgada pela administração, ela pediu para deixar o cargo, que ocupava desde agosto do ano passado. Na segunda-feira (11) após a divulgação do caso, ela havia pedido afastamento, por problemas de saúde, por um prazo mínimo de 30 dias.

Foto: João Carlos Nascimento - O Liberal
Vereadora Carol Moura pediu demissão do cargo de secretária em Nova Odessa

A reportagem do LIBERAL esteve nesta terça-feira (12) na casa de Carol, mas foi informada por uma funcionária de que ela não daria entrevista.

O secretário de Obras, Elvis Ricardo Garcia, o Pelé, vai acumular a pasta até que o prefeito Benjamim Bill Vieira de Souza (PSDB) escolha um substituto.

Carol é vereadora pelo Podemos e estava licenciada do cargo para ocupar a secretaria. Com a exoneração, ela deve reassumir o mandato no Legislativo.

Denúncia

A agora ex-secretária foi detida em flagrante no dia 17 de fevereiro, quando teria tentado deixar uma loja do Shopping Dom Pedro, em Campinas, com cinco peças de roupa, no valor de R$ 925.

Em depoimento após a prisão, ela declarou que “sem pensar com clareza, retirou os dispositivos de alarme e colocou a mercadoria em sua bolsa”.

Ela foi interceptada por uma funcionária, devolveu duas peças e saiu correndo. Perseguida por um segurança, ela entregou as peças restantes e se ofereceu para pagar pelos produtos, mas a Polícia Militar já havia sido acionada e a conduziu até a Delegacia.

Ela passou a noite na Cadeia Feminina de Paulínia e liberada, um dia depois, após audiência de custódia.

O advogado dela, Bittencourt Leon Denis de Oliveira Junior, disse que o caso é um mal-entendido. “Ela ouviu um aviso de que a loja estava para fechar e saiu. Depois se ofereceu para pagar, mas a Polícia Militar não permitiu”, disse.

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