Carol diz ter vontade de voltar, mas precisa estar ‘preparada’

Acusada de furtar peças de roupa em loja, ela lamenta que já foi “condenada”


Foto: Arquivo - O Liberal
Vereadora declarou que é inocente neste caso e passou por um grande “assassinato virtual”

Afastada desde março da Câmara de Nova Odessa para “cuidados médicos”, a vereadora Carol Moura (Podemos) disse ao LIBERAL nessa segunda-feira que está “morrendo de vontade” de retornar ao posto, mas não sabe se está “preparada psicologicamente” para enfrentar mais “enxurradas públicas”. O pedido de afastamento termina nesta terça-feira.

Essa foi a primeira entrevista concedida pela parlamentar desde que veio à tona o fato dela ter sido presa em fevereiro deste ano, acusada de furto numa loja de um shopping de Campinas. Após a divulgação pela imprensa, em março, Carol Moura pediu exoneração do cargo de secretária de Desenvolvimento na prefeitura e se afastou no Legislativo.

Ao LIBERAL, a vereadora afirmou que tem uma consulta marcada na quinta-feira e que só decidirá o que fazer depois disso. “Estou com vontade sim, eu adoraria, só não sei se estou preparada psicologicamente, sendo sincera, para enfrentar mais enxurradas públicas, sabe?”, comentou.

Carol Moura confirmou que o seu afastamento por motivos de saúde é para tratamento psicológico. “Na verdade é para lidar com o que está acontecendo, com toda essa avalanche de emoções. É isso”, disse.

“Eu fui julgada, condenada e punida. Eu não tenho dúvidas da minha inocência jurídica e sei que vou provar para o juiz, mas sinceramente eu estou muito abalada psicologicamente com o meu assassinato virtual”, afirmou Carol.

A assessoria de imprensa da Câmara de Nova Odessa informou que, até o momento, não recebeu nenhum novo pedido de afastamento. Caso isso não ocorra, a parlamentar automaticamente retornará ao posto para a sessão da próxima segunda-feira.

A câmara também disse que foi responsável pela remuneração da vereadora nos primeiros 15 dos 40 dias de licença. A partir do 16º dia, o pagamento é feito pelo INSS (Instituto Nacional de Seguro Social).

Não há um limite de tempo para afastamento por licença médica na câmara. A vereadora apresentou atestado médico, que não foi divulgado por conta da “privacidade dela enquanto pessoa e paciente”.

O CASO. A parlamentar foi detida em flagrante no dia 17 de fevereiro, tentando levar cinco peças de roupa avaliadas em R$ 925 da loja Zara, no shopping Dom Pedro. Ela passou a noite na Cadeia Feminina de Paulínia e foi liberada no dia seguinte, após audiência de custódia.

O delegado de plantão determinou o pagamento de uma fiança, no valor de um salário mínimo. Para a polícia, Carol disse, quando presa, que “sem pensar com clareza, decidiu retirar os dispositivos e colocar peças na bolsa”.

A primeira audiência do processo será em 4 de junho. Devem ser ouvidas as funcionárias da loja e os policiais que atenderam a ocorrência. Carol poderá ser interrogada no mesmo dia.

LIBERAL VIRTUAL Acesse agora

Receba nossa newsletter!