Adolescente é apreendido em Nova Odessa após dar soco em diretora

Estudante de 14 anos agrediu a profissional dentro da escola estadual Alexandre Bassora, na tarde de terça, após ser repreendido por ter cuspido


Um adolescente de 14 anos foi apreendido na tarde desta terça-feira após dar um soco no rosto da diretora na Escola Estadual Alexandre Bassora, no Jardim Planalto, em Nova Odessa. A agressão teria ocorrido depois de o jovem ser repreendido por estar cuspindo do primeiro andar para o térreo, e ter atingido a professora de educação física, segundo declaração da vítima para a Polícia Civil.

A mãe do adolescente disse ao LIBERAL que ele já tinha sido advertido por questões de comportamento em outros momentos e que tinha “atritos” com a diretora. O caso foi registrado como lesão corporal e ameaça na Delegacia de Nova Odessa.

Foto: Google Maps / Reprodução
Caso aconteceu na Escola Estadual Alexandre Bassora, no Jardim Planalto

De acordo com o boletim de ocorrência, o fato aconteceu às 16h30, quando o adolescente foi visto cuspindo do primeiro andar para o térreo. Uma das cusparadas atingiu a professora de educação física, que reclamou com a diretora.

“A declarante (diretora) foi repreendê-lo e esse veio para cima da declarante quando desferiu um soco no rosto da declarante, lesionando sua boca”, traz o registro da Polícia Civil.

A PM (Polícia Militar) foi acionada para comparecer na escola, assim como o Conselho Tutelar e os familiares do jovem. O delegado Robson Gonçalves de Oliveira deliberou pela apreensão do menor, que ficou custodiado na delegacia. Ele será apresentado nesta quarta-feira na Promotoria da Infância e da Juventude, onde o caso será analisado para determinar ou não a internação do jovem.

Histórico

Ainda segundo o boletim de ocorrência, o adolescente tinha um histórico de problemas com professores. No dia 18 de agosto ele teria ofendido o docente de geografia. Ao ser repreendido pela diretora, teria respondido com palavras de baixo calão e “ameaças intimidatórias”, além de ter chutado portas e um hidrante.

Já no dia 2 de setembro, o jovem teria se ausentado da aula de matemática diversas vezes, sem autorização. No mesmo dia, a diretora teria visto o jovem cuspir no rosto do professor de história. Ao ser advertido, ele teria chutado o hidrante. Esses casos não foram registrados na Polícia Civil.

Ao LIBERAL, a mãe do estudante disse que ele está há dois anos na escola e que tinha problemas com a diretora. “Ela não gosta muito dele e ele não gosta muito dela. Então foi isso que gerou o atrito”, comentou a mulher de 33 anos.

A situação pegou a família de surpresa, já que o adolescente nunca tinha se envolvido em casos de agressão. Até então as advertências eram por conta do comportamento do jovem.

“Ele já veio meio rebelde da outra escola e ela [diretora] encafifou com ele há dois anos atrás. Tudo que acontecia na escola era ele”, disse a mãe nesta terça-feira.

O LIBERAL entrou em contato com a direção da escola na noite desta terça-feira, mas foi informado que a diretora não estava e não havia ninguém para comentar o caso. A reportagem não conseguiu contato com a assessoria de imprensa da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo até o fechamento desta reportagem.

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