Mesmo ‘encolhido’, CVV ajuda quatro mil por ano

Entidade de Americana sofre com falta voluntários e deixa de prestar o serviço 24 horas por dia


O CVV (Centro de Valorização da Vida) completa este ano 30 anos de atuação em Americana. A entidade que nasceu em São Paulo na década de 60 está espalhada em diversas cidades do país e tem como objetivo ajudar pessoas a reencontrar o sentido da vida. Ao todo, em Americana, os 14 voluntários atendem cerca de 300 ligações por mês, num total de quatro mil por ano.

Chamado de “Pronto-Socorro Emocional”, os voluntários do CVV ajudam pessoas que passam, principalmente, por problemas psicológicos. Para trabalhar como voluntário do CVV, a pessoa passa por um treinamento de três meses, segundo a voluntária Silvana Calheiro, 50, que atua na entidade há 20 anos. [\img]”Um dia senti que precisava fazer algo por alguém e me encontrei nessa entidade. A filosofia humanística do CVV me cativou muito. Aqui se prega uma sociedade mais fraterna e isso me fez apaixonar pelo trabalho. É gratificante ouvir as pessoas e saber que pode ajudá-las com uma palavra ou um gesto”, disse a voluntária.

Devido à queda no número de voluntários, que antes era 36 e hoje não passa de 14, a entidade parou de atender 24 horas e hoje faz atendimento das 10h às 22h por telefone e das 10h às 18h na sede. Para manter os serviços, os voluntários realizam vendas de pizzas e massas, além de participar da tradicional Fefram (Feira da Fraternidade de Americana). Há seis anos, a Prefeitura de Americana deixou fazer o repasse de R$ 700 anuais à entidade. “Principalmente no horário da noite, o número de ligações aumenta e, pelo fato de não termos a quantidade ideal de voluntários, nosso número de atendimentos caiu, mas, mesmo assim, registramos, por ano, cerca de quatro mil atendimentos”, afirmou Silvana.

O CVV trata, principalmente, os casos de pessoas que pensam em suicídio, que é considerado pelo Ministério da Saúde como um problema de saúde pública. Dados da entidade revelam que no Brasil, a cada uma hora uma pessoa se suicida, mesmo período no qual outras três tentam se matar sem sucesso.

O objetivo da entidade, é escutar e conversar com as pessoas que os procuram no sentido de prevenção. O CVV assumiu como tarefa, desde a sua criação, estimular essa discussão, ação esta que passou a merecer mais empenho nesses últimos anos.

Tristeza, desinteresse e falta de perspectivas estão entre os sentimentos que mais levam pessoas a perderem o interesse pela vida. Quem apresenta sinais como isolamento, mudança de humor repentino, insônia e falta de apetite precisa de ajuda. Em Americana, o CVV atende pelo telefone 141. Há ainda o site: http://www.cvv.org.br/www.cvv.org.br, em que o usuário pode também participar de chats (salas virtuais) de conversa.

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