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Cidades

Isenção fiscal para produto importado trará efeitos negativos para indústria e empregos, diz Sinditec

Sindicato critica isenção de impostos sobre os produtos importados por plataformas online

Por Ana Carolina Leal

10 de agosto de 2023, às 08h31 • Última atualização em 10 de agosto de 2023, às 17h05

O Sinditec (Sindicato das Indústrias Têxteis de Americana, Nova Odessa, Santa Bárbara d’Oeste e Sumaré) se manifestou contrário à isenção de impostos sobre os produtos importados por plataformas online, como Ali Express e Shopee, no valor de até US$ 50.

A medida passou a valer em 1º de agosto e se aplica às compras transportadas tanto pelos Correios quanto por empresas de entregas, independemente se o remetente é pessoa física ou jurídica.

Presidente do sindicato, Leonardo Sant’Ana afirma que a isenção impactará de maneira negativa na indústria e varejo nacional, com consequente redução de milhares de empregos e prejuízo para a economia brasileira.

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“É preciso retomar a taxação dessa faixa de compra para que tenha um ambiente de isonomia e concorrência justa em relação à tributação do comércio eletrônico entre os países”, disse Sant’Ana.

“O produto importado deve pagar os mesmos tributos que um produto que é produzido no Brasil. Estamos ficando com uma grande desvantagem. Difícil competir com quem não está pagando imposto e tem condições mais benéficas. É uma bola de neve, prejudica a indústria brasileira, o comércio e o emprego”, completou.

A CNI (Confederação Nacional da Indústria) estima que a medida poderá causar até 2,5 milhões de demissões ainda este ano. Segundo levantamento, o varejo demitiria 2 milhões de trabalhadores e a indústria 500 mil.

“O consumidor deixará de comprar no Brasil para comprar no Exterior. Com isso, o comércio nacional deixará de vender e a indústria de fabricar. E caindo as vendas e a produção, se faz necessário reduzir a mão de obra. Portanto, é a destruição do emprego e é isso que o consumidor precisa entender”, enfatiza Sant’Ana.

O Sinditec, junto com a Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil) e outras entidades e sindicatos que representam as indústrias e varejo brasileiros, encaminhou aos Ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, além da Casa Civil, um documento solicitando a revogação da portaria que faz valer a isenção. Em nota, o Ministério da Fazenda diz que não irá comentar o assunto.

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