Psicólogo de Hortolândia é condenado a 17 anos por estupros

De acordo com a acusação, ele abusou de duas pacientes, de 17 e 20 anos, durante sessões de terapia; ele foi preso nesta segunda, mas nega crimes.


O psicólogo Valter Roberto de Oliveira, de 39 anos, foi condenado em primeira instância a 17 anos de prisão por abusar sexualmente de duas pacientes em seu consultório, localizado em Hortolândia. Ele foi preso nesta segunda-feira, em casa, no Parque São Miguel. Segundo a acusação, ele abusou de duas irmãs, de 17 e 20 anos, durante as sessões de terapia, em 2012. A defesa dele negou todas as acusações, e disse que entrará com recurso.

O profissional atua desde 2004 na rede municipal de Saúde, segundo informações da Prefeitura de Hortolândia. Além das irmãs, outras três vítimas apareceram durante o processo, de acordo com informações da advogada assistente da acusação, Tatiane Cristina de Miranda Duque, sendo que duas delas também entraram com processos contra ele.

Foto: Divulgação
Psicólogo atendia na rede municipal de Saúde de Hortolândia

Tatiane representa as duas vítimas deste processo. Ela disse que os abusos ocorreram durante as sessões, enquanto o psicólogo utilizava a chamada “terapia do espelho”, um método que visa auxiliar o paciente no autoconhecimento e investigar o próprio comportamento. “Para uma delas, ele pedia para ficar de lingerie, mas em outra passou a mão e chegou a inserir o dedo na vagina. Através da técnica do espelho, que realmente existe na psicologia, ele usava disso para abusar da confiança delas, para induzi-las a tirar a roupa. Ele dava beijos no ombro, no rosto, e pedia para deitar no colo”, relatou a advogada.

Segundo Tatiane, os abusos ocorreram em mais de uma sessão, mas as jovens demoraram para denunciar. “Elas contaram para a mãe, sendo que uma delas procurou um advogado que desestimulou a denúncia, falando que se não conseguissem provar, seriam processadas depois. Aí elas me procuraram, e eu disse que precisavam denunciar sim, fazer o boletim de ocorrência mesmo que tardio”, disse.

Os boletins de ocorrência foram feitos somente em 2014 e a denúncia oferecida em 2015. Desde então, foram ouvidas testemunhas, as vítimas, e o acusado. A sentença, que possui 32 páginas e ainda não foi publicada, saiu na semana passada com a ordem de prisão do acusado, que foi cumprida nesta segunda pela Polícia Civil, após campana em frente à residência dele.

O advogado Alessandro Henrique de Oliveira, que representa o psicólogo, disse ao LIBERAL que Oliveira nega todas as acusações e que a defesa entrará com recurso e fará pedido de habeas corpus para que ele possa responder em liberdade.

 

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