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Hortolândia

Pediatra é preso acusado por estupro de adolescente em UBS de Hortolândia

Caso teria acontecido dentro da Unidade Básica de Saúde do Jd. Rosolém, em outubro de 2021; defesa do médico diz que vai recorrer

Por Cristiani Azanha

06 de agosto de 2022, às 08h35

Um pediatra de 65 anos foi preso pela PM (Polícia Militar), na manhã desta sexta-feira, em Monte Mor. Contra o médico Leopoldo Paviotti havia um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça por estupro de um paciente que na época tinha 13 anos.

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O episódio teria ocorrido dentro da UBS (Unidade Básica de Saúde) do Jardim Rosolém, em Hortolândia, em outubro de 2021. A defesa do médico classificou a prisão como arbitrária e prometeu recorrer.

A decisão pela prisão foi dada pela 1ª Vara Criminal de Hortolândia, nesta quarta-feira. O MP (Ministério Público) denunciou o médico por estupro de vulnerável, que prevê pena de 8 a 15 anos de reclusão.

Segundo inquérito policial, o estupro teria ocorrido após uma consulta em que o adolescente passou com o médico na UBS junto com a mãe.

Após o atendimento, ele retornou ao consultório sozinho para buscar um atestado. Neste momento, quando estavam apenas os dois na sala, o médico, segundo depoimento, teria abusado sexualmente do paciente.

A Justiça entendeu que há provas concretas de materialidade e indícios suficientes de autoria para que o médico fosse preso preventivamente, até porque ele continuaria atendendo pacientes.

Segundo a Secretaria de Saúde de Hortolândia, o pediatra fazia parte do quadro de servidores da prefeitura até junho, quando se aposentou. A administração informou que está à disposição das autoridades para colaborar com a investigação.

Procurado pelo LIBERAL, o Cremesp (Conselho Regional de Medicina de São Paulo) informou que o registro do médico consta como ativo na entidade.

O conselho afirmou, porém, que não foi comunicado oficialmente sobre o caso, que poderá ser investigado caso haja denúncia.

DEFESA. O advogado João Paulo Sangion, que representa o pediatra, afirmou que não se manifestaria sobre o caso. No entanto, ao LIBERAL, ele antecipou que não há fundamentos para a decretação da prisão preventiva do médico.

“Houve um inquérito policial e ele compareceu em todos os atos sobre o caso. Compareceu na delegacia e no fórum. Com certeza iremos insurgir contra a prisão, que foi arbitrária”, afirmou o defensor.

“Não tinha motivo [para a prisão], pois a preventiva ocorreu no curso de uma investigação”, completou.

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