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Caso Maria Clara

Padrasto de Maria Clara agiu sozinho no crime, conclui polícia

Câmeras flagraram Cássio Martins Camilo carregando caixa de papelão com o corpo da menina em plena luz do dia

Por André Rossi

09 jan 2021 às 08:29

O auxiliar de produção Cássio Martins Camilo, 27, que estuprou e matou a enteada Maria Clara Calixto Nascimento, de 5 anos, em Hortolândia, agiu sozinho no crime, segundo o inquérito policial concluído pela Polícia Civil.

O homem foi indiciado por homicídio qualificado, estupro de vulnerável e ocultação de cadáver. Ele foi preso em flagrante em 18 de dezembro, um dia após o crime, e teve a prisão preventiva decretada em 19 de dezembro.

Cássio Camilo disse que havia usado drogas – Foto: Reprodução

A investigação foi conduzida pelo delegado titular de Hortolândia, João Jorge Ferreira da Silva. O inquérito policial – ao qual o LIBERAL teve acesso – foi concluído no dia 26 de dezembro e encaminhado ao Poder Judiciário.

Segundo a assessoria de imprensa do MP (Ministério Público), o processo está na fase de “apresentação da denúncia”, que ainda não foi formalizada. Caso a denúncia seja aceita pela Justiça, o homem pode ir a júri popular.

De acordo com o inquérito policial, Cássio admitiu durante interrogatório que usou drogas na noite que antecedeu o crime e “surtou” na manhã do dia 17 de dezembro, quando estava sozinho com Maria Clara, após ela ter se irritado ao ser proibida de ir na casa da vizinha para brincar.

Corpo da menina foi encontrado em um terreno baldio de Hortolândia – Foto: Reprodução

O homem confirmou que realizou a “prática sexual” e, na sequência, utilizou as duas mãos para apertar o pescoço da criança, que não resistiu. Ele enrolou a menina numa cortina, colocou o corpo dentro de uma caixa de papelão e cobriu com pedaços de plástico.

Câmeras de segurança de residências da área flagraram Cássio carregando a caixa por ruas do bairro Vila Real, às 10h53, até o terreno baldio onde o corpo foi encontrado, na Rua Irmã Nazária Rita de Fillipi, bairro São Felipe, próximo à casa da família.

A mãe da criança, a encarregada de produção Franciéle Kauane Viana Nascimento, 25, estava trabalhando quando o crime aconteceu. A polícia entrevistou o empregador dela e confirmou que o relato era verdadeiro; durante interrogatório, Cássio negou qualquer participação da mulher no caso.

Policiais civis no local onde a menina Maria Clara foi achada morta – Foto: Marcelo Rocha / O Liberal

O casal estava junto há pouco mais de um ano. Familiares de Franciéle relataram ao LIBERAL que a mulher havia sido ameaçada por Cássio, que não aceitava uma suposta tentativa de separação.

O homem nunca havia demonstrado nenhum comportamento suspeito em relação a menina, que gostava dele, segundo familiares.

O caso está em tramitação pela 2ª Vara Judicial de Hortolândia e um advogado foi designado pela Defensoria Pública do Estado de São Paulo para representar Cássio. Nesta sexta-feira (8), o LIBERAL tentou, mas não conseguiu contato com o profissional até a publicação desta matéria.

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