Moradora de Hortolândia é uma das 14 mortas no Ceará

Francisca Edneide da Cruz Santos, de 49 anos, natural de Brejo Santo (CE), tinha ido visitar os pais na cidade


Uma das 14 pessoas mortas na madrugada desta sexta-feira em um tiroteio entre polícia e assaltantes de bancos em Milagres (CE) era moradora de Hortolândia. Francisca Edneide da Cruz Santos, 49, natural de Brejo Santo (CE), tinha ido visitar os pais na cidade, segundo um amigo da família. Os dois municípios são próximos.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, oito dos mortos eram suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em ataque a bancos e os outros seis, incluindo Edneide, estavam sendo mantidos reféns por eles. As outras cinco vítimas mortas eram da mesma família.

Foto: Facebook / Reprodução
Francisca Edneide da Cruz Santos, 49, natural de Brejo Santo (CE), tinha ido visitar os pais na cidade

Os ladrões iriam atacar dois bancos na cidade e renderam pessoas que passavam pela BR-116, usando um caminhão para bloquear o acesso dos carros na rodovia. Os reféns foram levados até os bancos.

A polícia chegou quando o crime estava acontecendo, segundo a Secretaria, e houve troca de tiros. Cinco homens foram mortos no local, dois morreram em hospitais e o oitavo foi morto em outro confronto com a polícia no município de Barro.

Além de Edneide, as outras vítimas eram Vinícius de Souza Magalhães 14, e seu pai João Batista Campos Magalhães, 49; e Gustavo Tenório dos Santos, 13, e seus pais Claudineide Campos de Souza Santos, 41, e Cícero Tenório dos Santos, 60.

Milagres, a 487 quilômetros de Fortaleza, tem cerca de 28 mil habitantes. A tentativa de roubo às agências do Banco do Brasil e do Bradesco foi por volta das 2h30. Nenhum dinheiro foi levado.

“Entre as vítimas, estão os assaltantes e essa família, que estava em trânsito. Foi uma fatalidade, pois eles passavam na hora e foram pegos como reféns no confronto com a polícia”, afirmou o sargento da PM Inaldo Lopes. A quadrilha teria atuação interestadual, com foco no Nordeste, segundo o secretário da Segurança, André Costa.

Primeiramente, os bandidos assaltaram um caminhão na BR-116, entre Milagres e Brejo Santo. A família, que passava de carro pela rodovia, foi sequestrada e obrigada a entrar em Milagres. O empresário João Batista Magalhães e o filho Vinícius retornavam do Aeroporto de Juazeiro do Norte, onde haviam ido buscar parentes que chegavam de São Paulo para passar o Natal.

Além dos Magalhães e de Vinícius, morreram a cunhada Claudineide Souza, o marido dela, Cícero Santos e o filho do casal, Gustavo. “Foi uma tragédia. Toda a família e a cidade estão aos prantos”, conta Tadeu Gama, cunhado do empresário, que era de Serra Talhada (PE).

Milagres já havia sofrido tentativa de ataque na semana anterior, segundo o diretor do Sindicato do Bancários do Ceará, Gabriel Mota. Por isso, a polícia investigava a ação da quadrilha e conseguiu interceptá-la.

Em Milagres, a prefeitura fechou repartições públicas e recomendou aos moradores não sair de casa “até que a ordem seja restabelecida”. No comércio, muitos também fecharam as portas. “O carro parou na frente do banco, mas a polícia vinha atrás. Quando percebemos, fomos nos esconder, com medo das balas” conta Niedja Alves, de 32 anos, dona da funerária em frente à agência. Ela, a irmã e a mãe, que vivem sobre a loja, não abriram o estabelecimento ontem. “Foram 20 minutos de disparos. Nunca aconteceu nada disso aqui. Só via na TV”, diz um empresário da cidade, que pediu anonimato.

Com informações da Agência Estado.

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