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VACINAÇÃO

Hortolândia receberá 2.840 doses da Coronavac, diz Perugini

Quantia será utilizada para imunizar profissionais de saúde que atuam na linha de frente no combate à Covid-19

Por André Rossi

19 jan 2021 às 18:49

O prefeito de Hortolândia, Angelo Perugini (PSD), disse nesta terça-feira (19) que a cidade receberá 2.840 unidades da Coronavac. O montante será utilizado para garantir a aplicação das duas doses para 1.420 profissionais da Saúde que atuam na linha de frente no combate à pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

Em entrevista exclusiva ao LIBERAL, Perugini informou que a expectativa é que as doses cheguem no município nesta quarta-feira (20). A distribuição para o interior era esperada para hoje, mas apenas pontos da Grande São Paulo, Sorocaba e Vale do Ribeira receberam as remessas.

“Isso significa que é um número muito pequeno, não dá para vacinar praticamente nem o pessoal da Saúde. Dá para vacinar exclusivamente só o pessoal mesmo de frente da Saúde, que trabalha diretamente com o coronavírus. É isso que nós vamos ter agora”, afirmou Perugini.

Inicialmente, a prefeitura previa vacinar 30 mil pessoas na primeira fase da campanha, que incluía profissionais de Saúde,  idosos acima 60 anos e moradores de asilos. Porém, o número limitado de vacinas mudou o planejamento.

Os profissionais que receberão essas primeiras doses na cidade são do Hospital Municipal Mário Covas, da Unidade Respiratória e das UPAs (Unidades de Pronto-Atendimento), além de alguns profissionais da Secretaria de Saúde.

“Hoje nós estamos trabalhando com o mínimo do mínimo. Vamos fazer com o que nós temos, mas a situação virou dramática. Essa vacina de agora é apenas um entusiasmo, um incentivo de que a vacina vai chegar, que nós vamos ter vacina. É só para isso que está sendo essa vacina agora”, apontou Perugini.

O prefeito adotou tom crítico em relação ao Governo Federal, que recebeu do Estado de São Paulo 4,5 milhões de doses da Coronavac. Apenas 1,5 milhões de vacinas já disponíveis permaneceram com o governo paulista.

“É claro que a gente entende a necessidade do Brasil como um todo, mas não era papel do Governo do Estado pensar nisso. Papel de pensar no Brasil era do governo brasileiro. Como o governo brasileiro não conseguiu prever isso, o governo de São Paulo teve de dividir as vacinas que tinha e aí não vai atender nem idosos, nem os servidores da saúde”, lamentou Perugini.

O prefeito, no entanto, mantém tom otimista para os próximos dias

“Aguardamos que a China mande os insumos para nós essa semana ainda para que o Butantan comece a produzir vacinas, se Deus quiser até a semana que vem, e dentro de 15, 20 dias a gente possa receber mais, pelo menos para atender a faixa etária mais idosa e profissionais de saúde como um todo”, comentou Perugini.

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