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Boas Histórias

Hortolândia ‘contrata’ moradores para ouvir demandas da população

Munícipes com dificuldade em conseguir um emprego são selecionados e ganham bolsa para aproximar Poder Público da população

Por Leonardo Oliveira

26 fev 2020 às 10:19 • Última atualização 26 fev 2020 às 10:21

Hortolândia conta, desde o início deste mês, com um projeto que coloca agentes municipais nas ruas para ouvir as demandas da população. A iniciativa Amigo Presente “contrata” moradores que estejam com dificuldade para encontrar emprego para fazer o trabalho nas vias da cidade. Para o deslocamento, utilizam bicicletas elétricas fornecidas pela administração.

As atividades começaram por três bairros: Jardim Terras de Antônio, Jardim Santa Esmeralda e Jardim Nossa Senhora de Fátima, todos na região do Rosolen. São oito “bolsistas” percorrendo as vias públicas, quatro deles no período da manhã e outros quatro durante a tarde.

Foto: Prefeitura de Hortolândia / Divulgação
Com bicicleta elétrica e celular nas mãos, “amigo” ouve demanda de moradores da região do Rosolen

Dos moradores eles ouvem as mais diversas demandas. Pedidos de podas de árvores, reparo em buracos, relatos de desaparecimentos de animais, entre outros. Um formulário é preenchido para cada demanda e levado até a prefeitura, que encaminha para cada secretaria resolver a situação. A comunicação, inclusive, pode ser feita por celulares portados pelos “amigos”.

“Foram bastantes demandas. Até o final do mês 90% já estarão solucionadas. Hoje as pessoas já estão reconhecendo essas pessoas como um representante delas, como um contato direto com a administração e resolvendo os problemas pontuais com mais agilidade”, disse, em entrevista ao LIBERAL, a secretária-adjunta de Governo da Prefeitura de Hortolândia, Silvania Anizio da Silva.

Os participantes do Amigo Presente foram selecionados por meio do projeto Acerte, que oferece bolsas no valor de R$ 710 a moradores de Hortolândia que estejam com dificuldade em arrumar emprego. Além de trabalharem nas ruas da cidade em bicicletas elétricas, também recebem cursos de qualificação.

O contrato de cada participante dura 12 meses e a ideia é que, ao final do período, ele esteja preparado para conseguir voltar ao mercado de trabalho. “Não é uma contratação, há um prazo de 12 meses que esse contrato é válido. A gente quer que essas pessoas estejam em condições de retornar ao mercado”, diz Silvania.

Um dos integrantes da iniciativa é o vigilante Claudinei de Jesus Oliveira, de 35 anos. Morador do Jardim Santa Esmeralda, ele não encontra emprego na área há quatro anos e vive de “bicos” para se manter. No final do ano passado, se inscreveu no Acerte e foi selecionado para trabalhar nas ruas de Hortolândia.

“Estou bem otimista, porque é uma coisa nova e a gente vai estar aprendendo. Eu vou fazer curso de computação para eu me especializar um pouco mais e fazer também curso de auxiliar de produção e almoxarifado”, contou ao LIBERAL. O dinheiro o ajuda a pagar a pensão das duas filhas, de 8 e 15 anos de idade.

Segundo a secretária-adjunta de Governo, a ideia é ampliar o projeto para os demais bairros da região do Rosolen ainda neste ano. Sempre os bolsistas escolhidos são os que moram no bairro em que vão atuar. “São pessoas que acabam conversando com o comércio, com vizinhos, e têm mais facilidade de saber quais são as demandas diárias do bairro”, comenta Silvania.

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