Homicídios despencam em Hortolândia; trimestre tem só um caso

Para o secretário de segurança pública de Hortolândia, Joldemar Nunes Corrêa, a redução é fruto de um trabalho de integração entre as polícias


Hortolândia registrou nos três primeiros meses de 2018 o menor número de vítimas de homicídio doloso no trimestre inicial desde 2002, início da série história do governo paulista. Segundo dados da SSP (Secretaria de Segurança Pública), uma pessoa foi assassinada entre janeiro e março. Antes, o melhor índice havia sido registrado em 2010, com três vítimas.

O número contrasta com de anos anteriores. Em 2003 foram 33 mortes no período. Na atual década, os piores anos foram 2014 e 2017, com 14 casos. Em 2018 o número caiu pela metade.

Para o secretário de segurança pública de Hortolândia, Joldemar Nunes Corrêa, a redução é fruto de um trabalho de integração entre as polícias. “A redução, não só no caso do homicídio, acontece em outros crimes, como furto de veículos, roubo. É o sucesso do trabalho preventivo, a parceria com a Polícia Militar e a Civil”, disse.

“A gente está desenvolvendo alguns projetos de inteligência, buscando parcerias com a Polícia Federal. A visão da secretaria é sempre trabalhar com o preventivo. Quando se fala em crime, a visão é prender o delinquente. Às vezes faz parte do trabalho, mas o serviço preventivo é o que dá resultado”, afirmou.

Em nota, o 48° BPM/I (Batalhão de Polícia Militar do Interior), responsável por Hortolândia, dentre outros municípios, afirmou que mesmo com a “complexidade” de escoltas de 4.916 presos entre janeiro e abril de 2019, “consegue superar as expectativas em policiamento diferenciado”, através de iniciativas que envolvem ronda escolar, base comunitária, força tática e posicionamento de bicicletas em locais com alto índice criminal.

Outros índices também acompanharam a queda: 127 veículos foram furtados entre janeiro e março, 56 a menos do que no mesmo período de 2018. Foram três tentativas de homicídio no período, ante sete no ano passado. Por outro lado, houve crescimento em estupros de vulneráveis, com 22 casos em 2019 – no último ano foram sete.

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