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Crime

Casos de estupro em Hortolândia mais que dobram em um ano

Registros aumentaram de 13 para 29 entre o primeiro quadrimestre de 2020 e 2021; Estado diz que números são alvo de análises

Por Pedro Heiderich

05 jun 2021 às 08:50

SSP diz que aumento é alvo de análise – Foto: Marcelo Rocha / O Liberal

Os casos de estupro registrados em Hortolândia mais que dobraram entre o primeiro quadrimestre do ano passado e deste ano. O número subiu de 13 para 29, segundo dados da SSP (Secretaria Estadual da Segurança Pública). A maior parte – 24 deles – teve menores de idade como vítimas.

Questionada, a SSP afirma que a variação dos indicadores deste crime em Hortolândia “é alvo de análises” e que o Estado tem intensificado as operações de combate à violência sexual e as ações para reduzir a subnotificação desses crimes. A nota cita campanhas para estimular a denúncia contra os agressores.

Primeiro quadrimestreCasos de estupro de adultosCasos de estupro de vulneráveisCasos de estupro no total
201952833
20205813
202152429
Dados da SSP (Secretária de Segurança Pública do Estado de São Paulo)

A Secretaria de Segurança Hortolândia aponta que no caso de vulneráveis (vítimas menores de 18 anos), em 2020, o número caiu drasticamente por falta de acesso das crianças à redes de proteção, como a escola.

Neste ano, o número voltou ao patamar de anos anteriores, segundo a pasta municipal, principalmente por denúncias anônimas, e via rede de ensino, mesmo remotamente.

Desde o início da pandemia a prefeitura diz ministrar um curso de prevenção e enfrentamento à violência sexual contra criança e adolescente, que já capacitou 200 profissionais da rede municipal de educação.

“Todos os setores da rede de proteção vão analisar a incidência desse fenômeno das violências. Os dados nos ajudam a melhorar e formular ações estratégicas para ampliar a proteção integral das crianças e adolescentes”, afirma o secretário de Segurança Joldemar Nunes Correa.

Especialista em segurança pública, José Vicente Filho analisa os números. “Pode ser que mais pessoas denunciaram. E também, por conta da pandemia, há pessoas mais expostas aos agressores em casa. Mais da metade dos agressores são conhecidos, da própria família”.

Ele destaca que os casos de estupro são muito maiores do que o registrado. Para José, o Estado precisa conseguir punir os autores, “para retirar do ambiente público e servir de exemplo para frear o crime. É preciso também estimular as vítimas a procurar a polícia. Existem entidades que são estruturas de acolhimento das vítimas, que ajudam”.

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