Fila em aterro causa transtornos em Americana e Hortolândia

LIBERAL esteve no aterro de lixo em Paulínia e constatou fila com mais de 40 veículos aguardando para descarregar os resíduos


Filas quilométricas estão se formando diariamente no aterro sanitário da empresa Estre Ambiental, em Paulínia, situação agravado pelas chuvas dos últimos dias. A reportagem do LIBERAL esteve na manhã desta terça-feira (29) no aterro e constatou que, somente no trecho final para descarregamento, haviam 42 caminhões, e, por volta das 11h30, nenhum veículo com resíduos de Americana tinha conseguido alcançar essa parte do trajeto. A coleta de Hortolândia também está sendo afetada pelo problema. Das 200 toneladas de lixo produzidas diariamente na cidade, somente 150 estão sendo recolhidas pelos caminhões que fazem o serviço.

A reportagem acompanhou o veículo conduzido pelo motorista Paulo Lourenço desde a saída de Americana, às 9h50, e constatou que o trabalho de pesagem do caminhão demorou mais de uma hora para ser concluída – procedimento que é realizado em 15 minutos em dias normais. [\img]”É muito caminhão, mas quando chove é pior. Não tem firmeza, tem muitas carretas pesadas e vira muita lama”, contou Lourenço.

Marcelo dos Santos Cruz foi o segundo motorista a deixar Americana com destino à Estre na terça pela manhã. Ele deu entrada no aterro às 9h, mas conseguiu finalizar o descarregamento somente às 15h. “Eles (Estre Ambiental) têm que forrar o chão com pedra, mas não o fazem e o caminhão atola. Uma máquina tem que empurrar. Isso acaba atrasando a coleta e complica para o nosso lado, porque a população acha que é a gente que não quer fazer o serviço”, afirma o servidor.

Na Rua Santo Onofre, no bairro São Manoel, a coleta não é realizada há mais de uma semana. “Imaginei que (o caminhão) passaria ontem (anteontem), porque semana passada não veio nenhuma vez”, reclamou o funcionário público Diogo Marquette Arcanjo. A Prefeitura de Americana aumentou a frota de 8 para 11 caminhões para amenizar o problema, mas apesar de a coleta ter aumentado, o encarregado da Limpeza Pública, Edson Cardozo avalia que, para resolver a atual situação, seriam necessários 16 veículos, contar com outro aterro ou realizar o transbordo – que já foi solicitado à Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) pela Secretaria de Meio Ambiente.

De acordo com o Secretário de Serviços Urbanos de Hortolândia, José Carlos Gimenes, a Prefeitura tem cobrado dos responsáveis pelo aterro uma nota técnica explicativa que aponte o prazo para a solução do problema. “Temos a informação que a empresa aguarda a liberação para ativar uma nova célula do aterro e estaria dependendo da Cetesb”.

A empresa Estre Ambiental informou que em função do volume expressivo de chuva nos últimos dias, o tempo de descarga no aterro está maior do que o normal. “A Estre está trabalhando para normalizar a situação o mais breve possível”, traz a nota.

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