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Covid-19

Saúde de Campinas vai monitorar entrada de pessoas com suspeita da variante indiana

Será monitorado o deslocamento de pessoas com sintomas gripais vindas do Maranhão e da Argentina

Por Marina Zanaki

25 Maio 2021 às 20:12

A Secretaria de Saúde de Campinas fez um alerta para todos os serviços de saúde no município nesta terça-feira (25), sobre monitoramento do deslocamento de pessoas com sintomas gripais e respiratórios.

A medida, que vale inclusive para o serviço médico do Aeroporto de Viracopos, tem como objetivo triar pessoas que possam ter vindo de locais com a circulação da variante indiana do novo coronavírus (Covid-19), como Maranhão e Argentina. O alerta foi feito por conta de um aumento de 36,7% nos casos.

Diretora do Devisa, Andrea von Zuben, falou sobre medidas tomadas para conter o avanço de casos no município – Foto: Carlos Bassan – PMC

Nesses casos, o Devisa (Departamento de Vigilância em Saúde) de Campinas vai avaliar a necessidade de sequenciamento genético da amostra coletada. Além disso, o paciente será orientado sobre isolamento domiciliar ou encaminhado a unidades hospitalares, conforme o caso.

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“O alerta foi para toda a rede de saúde, pública e privada, e para o aeroporto. Todo paciente com sintomas respiratórios e que seja proveniente da Argentina ou do Maranhão deve ser monitorado”, explicou a diretora do Devisa, Andrea von Zuben.

A prefeitura ressaltou que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) tem o papel de monitorar e identificar passageiros com suspeita de Covid-19 e possível contaminação com novas variantes.

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“Essa informação é repassada pelo Sistema de Vigilância para o município. A prerrogativa de estabelecimento de barreiras sanitárias em aeroportos e fronteiras é do governo federal, uma vez que a Anvisa é a autoridade sanitária de portos e aeroportos”, afirmou a administração municipal.

Campinas estuda medidas restritivas
Diante do aumento de 36,7% em casos nas das últimas semanas, a Prefeitura de Campinas estuda adotar restrições para conter o avanço da pandemia.

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O prefeito Dário Saadi pediu colaboração dos moradores da cidade, para que tomem todos os cuidados e evitem aglomerações.

“Caso os indicadores se mantenham em crescimento nos próximos dias, medidas restritivas serão adotadas”, afirmou a prefeitura.

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De acordo com o chefe do Executivo, o aumento chama a atenção de todas as equipes técnicas de Vigilância em Saúde e da Rede Mário Gatti de Urgência, Emergência e Hospitalar.

“Nós temos acompanhado o volume de atendimentos de pacientes com suspeita de Covid-19 nos nossos centros de saúde e nos gripários, que cresceu 36% nas últimas três semanas. Além disso, há 15 dias, 600 pessoas estavam internadas com Covid em Campinas. Hoje, temos 750”, disse.

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A diretora do Devisa explica que o número de pessoas que estão sendo atendidas em centros de saúde com sintomas respiratórios é um indicador usado em Campinas, que mostra que o aumento desses atendimentos faz crescer a probabilidade de casos hospitalares.

Em relação à positividade dos testes de Covid-19 também houve um aumento de cerca de 30% nas duas últimas semanas. “Quanto maior os casos positivos, maior circulação do vírus e risco de agravamento”, explicou a diretora.

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Desde 11 de maio, a predominância de casos é na faixa etária entre 20 e 59 anos, com maior concentração nas pessoas entre 30 e 39 anos.

“A gente tem recebido inúmeras denúncias de aglomerações, de festas. As pessoas acreditam que o risco é baixo em uma festa com amigos ou familiares, que não tem problema”, afirmou. “Além do risco de agravamento em razão da variante P1, há a possibilidade de levar o vírus para outras pessoas que tenham alguma doença, por exemplo.”

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A maior parte das internações é de pessoas com idade entre 40 e 69 anos, com predominância em pessoas de 40 a 49 anos.

“Estamos pedindo, mais uma vez, a colaboração de toda a população, principalmente das pessoas mais jovens. Vamos evitar aglomerações em casa, restaurante, chácaras, mesmo que seja com amigos ou parentes, pois essas pessoas também transmitem o vírus. Estamos em um sinal de alerta muito importante. Se esses indicadores continuarem apontando para um agravamento da pandemia, nós seremos obrigados a tomar medidas mais duras”, disse o prefeito. (com informações da Prefeitura de Campinas)

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