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Pandemia

Pesquisa da Abrasel mostra situação preocupante no segmento de bares e restaurantes

Na RMC, dados apresentados mostram que 83% da empresas deste setor correm risco de fechamento

Por Milton Paes

03 abr 2021 às 11:28

A Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) divulgou nesta sexta-feira (2) a pesquisa “Situação Econômica do Setor de Alimentação Fora do Lar” realizada junto a seus associados.

O levantamento aponta que sete em cada dez bares e restaurantes da Região Metropolitana de Campinas (RMC) estão sem pagar o Simples; 83% usaram a lei dos salários em 2020 (MP 936); 83% apontam que o negócio está em risco de fechar.

O presidente da Abrasel RMC, Matheus Mason – Foto: Divulgação

Estes são alguns dos impactos causados pelas medidas de restrições de atendimento e vendas decorrentes do isolamento para combate à Covid-19, segundo a entidade. Na RMC Região Metropolitana de Campinas, 66% são restaurantes e 20% são bares e lanchonetes, dos quais 86% são micro empresas.

A pesquisa revela ainda que 66% dos estabelecimentos afirmaram que fecharam janeiro no vermelho. Quase 70% das empresas responderam que devem o Simples Nacional e as dívidas com aluguel atingem mais da metade do segmento.

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O levantamento aponta ainda que 53% dos empresários têm medo de sair do Simples, ainda mais quando o alto endividamento agrava a situação, sendo que 63% das empresas tomaram empréstimos durante a crise no ano passado.

Com relação aos empregos, 83% dos donos de bares e restaurantes afirmaram ter usado a lei dos salários em 2020 (MP 936). Na média, as empresas têm de dar cinco meses de estabilidade para os funcionários que receberam o benefício.

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Com o fim da MP no inicio deste ano e o agravamento da situação pela segunda onda da pandemia, 83% afirmam que o negócio está em risco, com grandes chances de fechar se não houver novo auxílio para pagamento de salário / redução da jornada.

Das empresas que responderam a pesquisa, 63% fizeram empréstimos durante o ano passado. Para 77% delas, a carência para pagamento já venceu.

Com relação ao aumento de custos para os estabelecimentos. Nada menos do que 66% delas têm a percepção de que os custos com mercadorias subiram mais de 20% em relação a antes da crise. Para reduzir os prejuízos, 82% tiveram de aumentar os preços dos itens do cardápio, mas apenas 2% dos respondentes puderam aumentar preços acima de 20%.

Para o presidente da Abrasel de Campinas e região, Matheus Mason, os dados relevados pela pesquisa reforçam a gravidade das dificuldades enfrentadas pelos bares e restaurantes, especialmente da região, onde 25% das empresas do setor tiveram de encerrar suas atividades ao longo do ano passado e cerca de 25 mil empregos foram eliminados pelo setor da RMC ao longo da pandemia.

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Segundo Mason, os dados reforçam a necessidade de uma maior atenção por parte das autoridades, no sentido de concessões de auxílios para o setor.

“Na esfera estadual, tivemos o recuo do aumento do ICMS e linha de crédito para bares e restaurantes. No âmbito municipal, estamos conversando com as prefeituras para viabilizar um pacote de auxílio, sendo que algumas cidades já adiaram o pagamento de impostos, mas ainda é insuficiente, por isso estamos apresentando uma proposta unificada, prevendo desconto na água e outras taxas”, comenta.

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No que diz respeito ao governo federal, a ampliação da MP 936 é vital para as empresas de todos os setores, mas o adiamento constante tem preocupado os empresários, sem caixa para pagar os salários.

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