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ECONOMIA

Campinas vai sediar regional do Santander com foco no agronegócio

Cidade terá estrutura do banco para atender exclusivamente clientes do setor, com linhas de crédito para finalidades diversas

Por Milton Paes

19 fev 2021 às 18:12

Vinícius Libório, diretor da Rede SP Interior I do Santander - Foto: Divulgação

Campinas foi escolhida pelo Santander Brasil como sede da mais nova Regional Agro no interior de São Paulo, para atender exclusivamente clientes de vários perfis do agronegócio.

Além de um gerente regional na cidade, a nova estrutura contará com dois gerentes gerais, em Piracicaba e Itapetininga, e oito gerentes especializados em agro que irão atuar em sete regiões do Estado, garantindo contato direto com os clientes do setor.

A Regional Agro de Campinas completa a nova estrutura de atendimento do banco ao setor no interior de São Paulo, que conta com uma equipe dedicada em São José do Rio Preto e mais nove regiões.

Entre os serviços oferecidos estão as linhas de crédito para custeio, investimento, comercialização e industrialização, linhas destinadas ao financiamento da safra, aquisição e estocagem de café, títulos do agronegócio, linhas de financiamento do BNDES para investir no negócio, na elevação da produção e no ganho de produtividade e seguros, entre outros.

“A nova Regional Agro permite maior proximidade com nossa realidade regional. Esse modelo de atendimento dará autonomia aos gerentes para atender microrregiões e suas peculiaridades. São profissionais especializados e dedicados ao assunto para fomentar o setor no interior de São Paulo”, diz Vinícius Libório Pinto, diretor da Rede SP Interior I do Santander.

O banco vem reforçando a estrutura de atendimento ao setor agro nos últimos cinco anos. É a instituição que mais cresce na concessão de crédito ao setor. A carteira de crédito ampliada (que considera Recursos Obrigatórios e Livres, BNDES, Funcafé e os títulos CPR e CDCA) do banco ao agronegócio chegou a R$ 24 bilhões ao final de 2020, crescimento de 20% em relação a 2019, que ficou em R$ 20 bilhões. Recentemente expandiu sua mesa de risco de commodities, oferecendo hedge de 20 produtos agrícolas. No ano passado eram quatro.

“Faremos esse movimento em todo o Brasil. Com um cenário positivo de rentabilidade, vemos os empreendedores rurais expandindo suas áreas de produção ou modernizando seu maquinário. É de se esperar um bom volume de investimentos no setor”, reforça Carlos Aguiar, diretor de Agronegócios do Santander Brasil.

As sete regiões contempladas são Alphaville (com 8 municípios e 30 lojas), a cidade de Campinas (com 30 lojas), a Região Metropolitana de Campinas (com 11 municípios e 27 lojas), Itapetininga (27 cidades, cada uma com sua loja), Jundiaí (15 municípios e 24 lojas), Piracicaba (8 municípios e 23 lojas) e Sorocaba (11 municípios e 25 lojas).

PIB do agro paulista

O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP, aponta que o PIB (Produto Interno Bruto) do agronegócio de São Paulo representa cerca de 20% do PIB do Brasil. Em relação à economia paulista, a participação do agronegócio é de aproximadamente 15%, gerando perto de 15% dos empregos formais do estado.

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