Zoo chega aos 35 anos como referência em preservação e reprodução

Na lista dos quatro mais importantes do interior do Estado, Parque Ecológico de Americana recebe 350 mil visitantes por ano


Foto: Marcelo Rocha - O Liberal
Tudo no parque foi planejado e vem sendo mantido ao longo dos anos para garantir que essas espécies continuem a fazer parte da fauna

Preservação, reprodução e educação ambiental. O Parque Ecológico “Engenheiro Cid Almeida Franco” completa 35 anos, neste sábado, 12 de outubro, sem perder o foco no tripé que o sustenta desde o início.

Os seus 120 mil metros quadrados de área vão além de um lugar bonito visitado por 350 mil pessoas anualmente. Representam a casa que dá abrigo a 109 espécies – 16 ameaçadas de extinção – no total de 450 animais.

Tudo no parque foi planejado e vem sendo mantido ao longo dos anos para garantir que essas espécies continuem a fazer parte da fauna, muitas vezes, ameaçada no seu habitat natural.

“O parque já nasceu com essa missão. Trabalhar na reprodução e preservação dos animais, além da conscientização ambiental. Esse tripé norteia o trabalho dos técnicos e foi uma preocupação desde o início. Graças a isso, o parque é considerado um dos quatro melhores do interior do Estado”, ressalta o engenheiro agrônomo João Carlos Tancredi, diretor que é funcionário do local desde a inauguração.

Os cuidados com os animais se traduzem em números. Das 16 espécies em extinção mantidas pelo parque, metade já se reproduziu no local (veja abaixo). E os bons resultados fazem do zoo, historicamente, uma referência na reprodução de algumas das espécies ameaçadas na natureza.

O parque já foi, por exemplo, um centro reprodutivo do mico-leão-dourado. O trabalho, em parceria com o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), resultou na construção de um local específico para assegurar o sucesso na reprodução da espécie.

O cachorro-vinagre é outro exemplo. Ele é o canídeo mais ameaçado na natureza e apenas três casais no Brasil são considerados aptos para reprodução em cativeiro. Um deles está no Parque Ecológico de Americana.

“Essa espécie é altamente ameaçada, mas reproduzimos muito aqui. Enviamos filhotes para Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Bauru”, exemplifica Tancredi.

Outro mamífero também faz do parque um lugar especial. O zoológico é o que mais reproduz o macaco-prego-do-peito-amarelo, em cativeiro, no Brasil. Atualmente, o parque mantém 14 exemplares dessa espécie, entre fêmeas e machos.

O número expressivo de filhotes que nasceram nos últimos anos fez com que o zoo se tornasse o responsável pelo manejo da espécie no País. “A responsabilidade de gerenciar uma espécie cabe a quem faz um bom trabalho. No caso do macaco-prego-do-peito-amarelo, a sede é o zoológico de Americana. Tudo que diz respeito ao seu plano de manejo passa antes por aqui”, explica o diretor.

Espécies ameaçadas

Nos 120 mil metros quadrados de área estão 94 recintos, garantindo a preservação de bichos quase extintos:

Animais ameaçados que procriam no parque

Exemplos de espécies com reprodução em cativeiro no zoológico local:

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