Walmart põe terreno na Avenida Brasil à venda

Empresa não cita valores de área que tem 21 mil metros quadrados, destruída em um incêndio que atingiu o prédio em 2017


O terreno onde funcionava o hipermercado Walmart em Americana será vendido, segundo informações da empresa. O Walmart preferiu não comentar sobre preços e nem se já há interessados no terreno, que tem 21.302 metros quadrados. Ele está à venda desde o 2º semestre do ano passado.

A empresa havia anunciado em fevereiro do ano passado, às vésperas de completar um ano do incêndio que destruiu o hipermercado, que não iria reconstruí-lo. Questionado se alguma outra loja do Walmart será aberta na cidade ou em algum outro município da região, a empresa disse que não comenta sobre futuros investimentos.

Localizado na Avenida Brasil, o terreno possui 21 mil metros, dos quais 7,1 mil eram ocupados pelo prédio do hipermercado que foi demolido após pegar fogo na manhã do dia 22 de fevereiro de 2017.

Foto: João Carlos Nascimento - O Liberal
 Terreno onde funcionava o hipermercado atrai curiosos, que costumam parar na Rua da Paineiras para observar a área

A corretora de imóveis Rose Nascimento, da Imobiliária São Bernardo, apontou que o terreno fica em uma das áreas mais privilegiadas da cidade. “A Av. Brasil em si conta com uma infraestrutura diferenciada, com serviços de saúde, alimentação, circulação de pessoas e áreas de lazer”.

Questionada sobre a dificuldade em vender uma área extensa em uma região valorizada, a corretora disse que é possível e depende do interesse de empreendedores. “Vai muito mais do mercado se aquecer, não depende do imóvel em si”, disse.

O terreno vazio onde funcionava o hipermercado atrai curiosos até hoje, que param na Rua das Paineiras para observar a área pelas grades e tapumes instalados. Alguns até entram por uma fresta aberta após parte das madeiras que mantém o espaço fechado terem caído.

O gerente Crenilson Razzini Schroeder, de 40 anos, que trabalha em um restaurante vizinho do terreno, disse que diversos clientes perguntam sobre o destino que será dado ao espaço. “Muitos lembram tanto pela questão do mercado, dizendo que era muito bom, quanto pelo fato de ter um terreno desse tamanho no meio da cidade sem nada. Já falaram até que parece um mausoléu. Faz tempo que aconteceu o incêndio e até hoje não foi feito nada no local”.

O mato no terreno está cortado, mas é possível ver garrafas de cerveja e restos de construção pelo chão. Em um cômodo nos fundos da área, há roupas e água. O consultor imobiliário Cícero Alencar, de 35 anos, é vizinho do terreno e reclama do aparecimento de escorpiões, gambás e até cobras cegas desde a demolição do prédio. “Nunca teve isso aqui. Tenho quatro escorpiões guardados e na semana passada matei mais um. À noite, dá para ver escorpiões no muro”, afirmou.

O Walmart foi procurado para se posicionar sobre as reclamações e disse que o terreno está limpo. Sobre a madeira caída, informou que o problema será resolvido.

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