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Notícias que inspiram

Viver como se fosse um girassol

Americanense encontrou na pandemia uma oportunidade para conquistar sua independência financeira

Por Jucimara Lima

25 de abril de 2022, às 07h20

Atualmente, Amanda e James trabalham juntos e sonham com a construção do espaço físico para o brechó - Foto: Claudeci Junior - O Liberal.JPG
Atualmente, Amanda e James trabalham juntos e sonham com a construção do espaço físico para o brechó – Foto: Claudeci Junior – O Liberal.JPG

A jovem e comunicativa Amanda Aparecida de Souza Alves, 27 anos, é uma mulher que aprendeu desde muito cedo que na vida nada cai do céu e que para usufruir da sombra primeiro é preciso buscar a luz! Atualmente, ela é dona do próprio negócio, empreende no universo digital e já sonha em ter seu espaço físico.

Batalhadora, com menos de 15 anos ela já trabalhava de babá e ao longo da vida foi de faxineira à vendedora de loja. Filha de uma mãe solteira e órfã, a moça foi criada pela bisavó e sempre sonhou em ter uma família tradicional, algo que conseguiu construir ao lado do marido James Alain, 34 anos, com quem teve o filho Pedro Henrique, atualmente com 4 anos.

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Assim como milhares de mulheres, quando o filho nasceu Amanda viveu um dilema: continuar trabalhando para ajudar no sustento da casa ou se dedicar apenas à maternidade? Colocando na balança, ela e o marido decidiram que financeiramente compensava ela ficar em casa, pelo menos em um primeiro momento. Com o tempo, as contas foram apertando e ela precisou reconsiderar a decisão.

Veio a luz. Quando Amanda planejava sua volta ao mercado de trabalho veio a pandemia e seu retorno ficou praticamente impossível.

Foi então que ela passou a vender suas próprias roupas pela internet. “Eu criei uma página e chamei de Desapego. Notei que as pessoas se interessavam. Aí, pensei: opa, achei o meu negócio!”. Em pouco tempo, a demanda cresceu e Amanda passou a não ter mais coisas próprias para vender. “Foi quando comecei a pegar as coisas das minhas amigas, estava ficando quase sem roupa”, brinca. Do consignado com as amigas para o garimpo em outros lugares da região foi um pulo.

O começo. O dia 21 de outubro de 2020 ficou marcado na vida de Amanda, pois, além de ser a data de sua primeira live, também é o marco de quando passou a chamar sua página virtual do instagram de Brechó Novo de Novo, onde além de comercializar roupas femininas, também oferece sapatos e acessórios.

A jovem conta que no dia que a iniciativa aconteceu ela pensou várias vezes em desistir, mas algo dentro dela a impulsionava. “Eu até falei para uma tia minha, não me deixa passar vergonha sozinha, entra e digita pelo menos um código de pedido. Mas graças a Deus quando ele está na direção tudo dá certo”.

A live bombou e a partir dali passou a fazer parte da rotina semanal de Amanda. Visionária, ela entende que uma das razões de seu sucesso, além da bandeira da sustentabilidade, tem a ver com o fato das pessoas terem perdido um pouco do receio das compras online. “Na época da pandemia, em que estava tudo fechado e muitas lojas chegaram a fechar porque não conseguiram se reinventar, meu brechó nasceu e se fortaleceu”, pontua.

Prova disso é que o marido, que antes trabalhava em uma indústria têxtil, há um mês deixou o emprego com carteira assinada para ajudá-la no negócio familiar. Além de auxiliar nas lives, ele colabora no garimpo de peças, faz entrega e tudo mais que ela precisar para o empreendimento.

Atualmente, o brechó continua instalado na cozinha da casa deles, onde tudo começou, entretanto, em breve deve expandir os horizontes.

O casal conta que utilizando uma plataforma especial eles enviam peças para diversos estados do País. “Por enquanto, o Brechó Novo de Novo é de Americana para o Brasil, contudo, a ideia é que ele seja de Americana para o mundo”.

Girassóis. Quando criou o Brechó Novo de Novo, Amanda queria que a logo tivesse uma flor. Não demorou muito para ela escolher o girassol como símbolo. “Ele é a flor da felicidade e hoje chamo minhas clientes de meus girassóis porque elas me fazem feliz”, comenta.

Caprichosa, a moça considera seu trabalho uma curadoria e explica que todas as peças passam por suas mãos e são higienizadas, ajustadas (caso precisem), embaladas e entregues com um mimo. “As peças chegam nas clientes prontas para serem usadas”.

Atualmente, além da página no instagram, Amanda utiliza um grupo de WhatsApp para comercializar seus produtos, e considera seu trabalho importante também por criar oportunidades para suas clientes. “Com o brechó elas podem ter acesso a roupas de marcas que talvez não tivessem condições de comprar”, reflete.

Para finalizar essa história, Amanda deixa uma lição. “Gosto muito da frase que diz que o sol nasce para todo mundo, porém a sombra é para quem procura. Não adianta ficar sentado, se lamentando ou se vitimizando. Corra atrás, lute, não desista. Não é fácil, mas compensa muito.”

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