Vigilância de Americana descarta compra de inseticida contra dengue

De acordo com administração, período do ano indica que a epidemia de dengue está chegando ao fim; há 1.931 casos confirmados em Americana


A Vigilância Ambiental de Americana descartou a compra de inseticida para combate ao mosquito Aedes aegypti. O produto se esgotou há dez dias na cidade, e não houve reposição por parte da Secretaria Estadual de Saúde por conta do desabastecimento nacional do veneno.

De acordo com avaliação do coordenador da Vigilância Ambiental, Antônio Jorge da Silva Gomes, o período do ano indica que a epidemia está chegando ao fim, considerando a série histórica da transmissão da doença, que indica o maior pico entre os meses de abril e maio.

Foto: Marcelo Rocha / O Liberal
Coordenador da vigilância acredita que demais ações são suficientes

Além disso, ele acredita que as demais ações adotadas pelo programa são eficientes no combate ao mosquito. O coordenador destacou as visitas casa a casa, o controle mecânico e com larvicidas. De janeiro a abril, mais de 84 mil imóveis receberam os trabalhos do Programa Municipal de Controle da Dengue.

Desde o início do ano, foram confirmados 1.931 casos de dengue em Americana. Outras 352 notificações aguardam resultado. Segundo a Vigilância Epidemiológica, existem ainda cerca de 100 fichas de casos suspeitos que ainda não foram lançadas no sistema por conta da alta demanda.

Na região, além de Americana, Nova Odessa e Sumaré interromperam a nebulização. Santa Bárbara d’Oeste possui estoque até a próxima semana, e Hortolândia não respondeu.

Sumaré disse que o governo estadual estimou que o abastecimento de inseticida seja normalizado aos municípios no fim do mês. Já o Ministério da Saúde, responsável pelo abastecimento nacional do produto, havia informado à reportagem que a previsão é que o veneno seja devolvido em junho.

Fornecedora do inseticida, a farmacêutica Bayer recolheu 105 mil litros. Segundo o Ministério, havia problemas na formulação. Já a empresa alegou que o Ministério havia armazenado o produto em condições inadequadas, com empilhamento errado e exposição a altas temperaturas.

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