Vereadores decidem manter cargo de assessor sem diploma universitário

A proposta de contratar apenas comissionados com graduação em curso superior estava incluída na reforma administrativa da câmara


Depois de muita discussão, os vereadores de Americana desistiram de criar a exigência de curso superior para todos os assessores de gabinete. A proposta estava incluída na reforma administrativa da câmara, que foi votada na manhã desta quarta-feira, durante sessão extraordinária.

Porém, depois de resistência por parte de muitos, os parlamentares resolveram deixar como está: apenas um dos três cargos de assessor permitidos em cada gabinete tem como pré-requisito a graduação. Para os assessores comissionados que trabalham na estrutura da Casa, fica valendo a exigência de curso superior a partir de 2021.

Salários

O presidente da Câmara de Americana, Luiz da Rodaben (PP), diz que deve deixar para o ano que vem a retomada sobre a discussão do aumento de salário dos vereadores para 2021. Rodaben tentou colocar o projeto na pauta da última sessão, em regime de urgência, mas desistiu diante da resistência de vários parlamentares que são contra o reajuste de 12,21%, o que elevaria os subsídios de R$ 10,3 mil para R$ 11,5 mil.

A remuneração da próxima legislatura tem de ser definida até março, seis meses antes da eleição. O projeto só precisa ser votado uma vez, ou seja, haveria tempo para incluí-lo na sessão de hoje, mas o presidente acha melhor esperar.

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