Vagas para escolas municipais estão no limite em Americana

Prefeitura de Americana precisou fazer ajustes de última hora para garantir vagas às crianças do Jaguari e do Parque Novo Mundo neste início de ano


Foto: Marcelo Rocha / O Liberal
Necessidade de abrir duas salas de primeira série para atender procura

A capacidade da rede municipal em atender alunos do ensino fundamental está no limite. Achar uma vaga para a primeira ou sexta série em alguma das 11 escolas que atendem a essa faixa é praticamente impossível, segundo informações da secretária de Educação, Evelene Ponce Medina. De acordo com ela, a demanda para essas duas séries é alta e levou o município a fazer ajustes de última hora para garantir vagas às crianças dos bairros Jaguari e Parque Novo Mundo, no início deste ano letivo.

“Não estava nos nossos planos, mas foi necessário abrir duas salas de primeira série para atender a demanda compartilhada com o Estado”, informa. Uma turma foi criada no Ciep (Centro Integrado de Educação Pública) Professora Maria Nilde Mascelani, no bairro Jaguari, e a outra na Emef (Escola Municipal de Ensino Fundamental) Paulo Freire, no Parque Novo Mundo. Na primeira, foi necessário montar a classe numa sala onde os professores guardavam materiais usados em algumas disciplinas e na outra o espaço foi aberto num ambiente grande que acabou sendo dividido em dois.

De 2018 para 2019, a rede municipal ganhou 187 novos alunos de ensino fundamental. Em 2018, eram 6.696 alunos do primeiro ao nono ano. Em 2019, segundo dados até 30 de janeiro, são 6.883. A prefeitura não tem mapeadas as escolas de origem dos estudantes que chegam à rede municipal, mas a maioria, segundo a secretária, é transferida do sistema particular de ensino. “É o reflexo da crise no país”, avalia.

Todas as crianças que procuram pela rede pública precisam ser atendidas. A demanda é compartilhada entre município e Estado. Se o pai procura por uma escola municipal e não encontra vaga, automaticamente o sistema o encaminha para a escola estadual mais próxima. Segundo Evelene, hoje não há vagas para a primeira série.

LIVROS. Os alunos das duas salas de primeira série abertas neste ano estão sem os livros didáticos enviados pelo MEC (Ministério da Educação). A Secretaria de Educação informa que os livros foram enviados tomando por base o número de alunos matriculados em 2018, mas como houve aumento na demanda foram insuficientes para atender a todos. Apenas em março, quando o MEC aceita novos pedidos, a prefeitura solicitará o complemento. A previsão é de os novos livros cheguem no início de abril. Até lá, os alunos compartilham a mesma publicação. No caso das salas novas, as salas revezam os livros. “Sabemos que não é o ideal, mas isso não depende totalmente da gente, mas do Ministério da Educação”, explica a secretária.

Rede estadual tem aumento de alunos e classes

A Diretoria de Ensino de Americana informa que todos os estudantes que solicitam vaga são atendidos na rede estadual. O número de classes varia de acordo com a demanda de alunos matriculados. Em Americana e Santa Bárbara d’Oeste, os dois municípios atendidos pela diretoria, o número de estudantes e de classes de ensino médio aumentou neste ano, em comparação com 2018.

Segundo a Diretoria de Ensino, em Americana eram 5.155 alunos para 185 classes no ano passado. Já em 2019 são 5.490 estudantes para 194 salas de ensino médio. Em Santa Bárbara d´Oeste, havia 4.390 alunos para 155 salas em 2018. Em 2019, são 4.580 estudantes para 157.

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