Trio que matou vendedor começa a cumprir pena

Paulo Henrique Vidotti morreu em 2013, após ficar internado por 64 dias depois de uma briga em um churrasco no bairro Jardim Nossa Senhora de Fátima


Os três homens que agrediram e mataram o vendedor Paulo Henrique Vidotti, em Americana, começaram a cumprir a pena pelo crime. Bruno César Aquilan, Rafael Renan Zanon e Renan Berlofa Barbosa foram condenados a 4 anos e 8 meses em regime semiaberto por lesão corporal seguida de morte. Eles estão no CR (Centro de Ressocialização) de Limeira.

Familiares de Paulo se disseram aliviados, mesmo seis anos após o crime. “Para as pessoas isso acaba caindo no esquecimento, mas para a família é algo constante, que aparece o tempo todo”, comentou um familiar que preferiu não se identificar.

Foto: Arquivo pessoal
Paulo Vidotti foi agredido em novembro de 2012, ficou 64 dias em coma e depois faleceu em 28 de janeiro de 2013

Paulo estava em um churrasco com amigos no dia 25 de novembro de 2012, onde a briga* ocorreu. O vendedor ficou internado em coma por 64 dias no Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi, em Americana, antes de morrer.

O advogado Tiago Felipe Coletti Malosso, que representou a família da vítima, havia pedido que trio respondesse por homicídio, cuja pena pode chegar a 30 anos de prisão, e não por agressão seguida de morte.

Em 2015, a Vara do Júri de Americana entendeu, porém, que eles não tinham a intenção de matar Paulo, e desclassificaram o crime pelo qual eram acusados.

Como a pena máxima para lesão corporal é quatro anos, e esse período pode ser substituído pelo regime aberto, o trio poderia acabar não sendo preso pela morte do vendedor.

Contudo, a Justiça entendeu que havia agravante no fato de as agressões terem sido cometidas enquanto a vítima estava embriagada e sem possibilidade de defesa. Segundo Malosso, foi esse agravante que acabou fazendo com que o trio responda pelo crime no regime semiaberto

DEFESA

O advogado Paulo Sarmento, que representa Renan, disse que seu cliente prontamente se apresentou à Polícia Civil para cumprimento da pena assim que o mandado de prisão chegou a Americana.

Sarmento disse que entrou com recurso especial questionando a ausência de intimações para a defesa se manifestar sobre a alteração da pena aplicada e, também, pelo fato de o crime ter sido julgado na vara de origem, onde o magistrado já havia dado parecer favorável ao julgamento por homicídio e não por lesão corporal.

O advogado que representa Bruno e Rafael foi procurado em seu escritório, mas não retornou ao contato da reportagem.

*CORREÇÃO FEITA EM 2/1/2019
Diferente do informado na reportagem, de que a briga começou após os três acusados se recusarem a levar Paulo para atendimento em hospital, uma manifestação da Procuradoria-Geral de Justiça afirma que “a discussão sobre levar ou não a vítima ao hospital, embora relacionada ao início das hostilidades, não teve nada que ver com as agressões subsequentes contra a vítima”. A manifestação foi acatada pelo Tribunal de Justiça, que, em julgamento de recurso, afastou a agravante do motivo fútil.

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