Três meses após mortes, trecho continua sem proteção

Mãe afirma que se houvesse guard rail, filha não teria morrido; DER promete início das obras na primeira quinzena do próximo mês


Foto: João Carlos Nascimento - O Liberal.JPG
Episódio ocorreu no km 127 da rodovia, sentido Anhanguera, na madrugada de 20 de janeiro

Três meses após o acidente que matou Ana Paula Braga, 36, e Dimas Argentin, 27, o trecho da SP-304 (Rodovia Luiz de Queiroz) de onde o carro deles caiu de cerca de 20 metros, ainda está sem guard rail. O episódio ocorreu no km 127 da rodovia, sentido Anhanguera, na madrugada de 20 de janeiro.

“Foi uma coisa tão absurda. Se tivesse um guard rail ali minha filha não teria morrido”, afirma a psicopedagoga Sônia de Cássia Pastrello, mãe de Ana Paula, que pretende entrar com uma ação judicial contra o Estado em virtude da ausência da proteção.

Segundo o DER (Departamento de Estradas de Rodagem), a instalação das defensas metálicas no local está agendada para a primeira quinzena do mês que vem, “após estudos e confecção das peças metálicas”. O órgão não respondeu por que o guard rail não foi implantado até agora.

Dimas e Ana Paula eram namorados. O Hyundai i30 dirigido pelo rapaz saiu da faixa de rolamento no km 127 e passou por um vão entre as duas pistas da SP-304. O veículo caiu próximo à linha férrea que passa debaixo do viaduto que fica naquele trecho.

Exatamente onde está o vão há barreiras de concreto de alguns metros, mas antes disso, não há qualquer proteção, o que permitiu que o carro saísse da pista e caísse exatamente no vão entre as duas muretas.

Em 23 de janeiro, dias após a morte do casal, o LIBERAL perguntou ao DER por que não havia proteção no local e desde quando a situação ali estava daquele jeito, mas o órgão respondeu apenas que existem as barreiras de concreto e que programaria a instalação das defensas metálicas.

CONVERSA. Sônia falou pela última vez com a filha às 3h29 daquela madrugada. Ana Paula, que estava na casa de amigos com o namorado, avisou que iria comer um lanche na Avenida Nossa Senhora de Fátima. A mãe cochilou e acordou às 5h10. Ligou para a filha e foi atendida por um policial rodoviário, que pediu que ela fosse ao local. “Eu tive que presenciar toda aquela cena, a minha filha presa nas ferragens”.

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