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Americana

Transplantado sofre com falta de medicamento de R$ 3,5 mil

Caso ele não consiga o medicamento na Farmácia Municipal Central, terá que voltar a fazer seções de hemodiálise

Por Heitor Carvalho

05 set 2020 às 08:58 • Última atualização 05 set 2020 às 09:15

O vendedor Wilkens Juliano Correia de Araújo, 38 anos, afirma que não consegue um medicamento necessário para manter saudável um rim que foi transplantado de sua irmã cerca de três anos atrás.

Araújo mora no Jardim das Orquídeas, em Americana, e sofre de doença renal crônica. Caso ele não consiga o medicamento na Farmácia Municipal Central, que fornece remédios de alto custo, terá que voltar a fazer seções de hemodiálise.

Com rim transplantado, vendedor Wilkens de Araújo aponta falta de remédio no SUS para se manter saudável – Foto: Marcelo Rocha / O Liberal

O fármaco em questão é o Everolimo, utilizado no tratamento de câncer renal avançado e que também é utilizado na prevenção de rejeição de órgãos transplantados. Araújo afirma que cada caixa do medicamento custa cerca de R$ 3,5 mil e dura cerca de 15 dias, visto que ele tem que tomar quatro comprimidos todos os dias.

Ele conta que, entre 2010 e 2016, fez um tratamento de longo prazo para tratar a doença, mas que precisou fazer hemodiálise entre 2016 e 2017, quando então conseguiu um órgão transplantado. “Um rim foi doado pela minha irmã, que está muito bem de saúde, graças a Deus”, explicou nesta sexta.

“Até o mês de julho não tive problema em pegar o medicamento, mas desde então não consigo encontrar o Everolimo, que é indispensável para manter o órgão transplantado sadio. Estou sofrendo demais com a falta desse remédio. Eu consegui uma doação no mês passado, mas eu preciso de 120 comprimidos mensalmente. Só tenho uma cartela que deve durar até segunda. Preciso muito do medicamento, não posso ficar sem e, caso isso aconteça, minha volta para a máquina [de hemodiálise] será inevitável”, lamentou.

Sem resposta
O LIBERAL questionou a assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde de Americana e do Ministério da Saúde sobre o motivo da falta do medicamento na rede pública da região e se há alguma previsão de quando o abastecimento do fármaco será restabelecido. No entanto, até o fechamento desta edição, os questionamentos ainda não haviam sido respondidos.

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