TEMPO REAL: Júri condena assassino a 71 anos de prisão

LIBERAL acompanha, no Fórum de Piracicaba, o júri popular do mecânico que confessou chacina em Americana, em 2009


O LIBERAL acompanhou nesta quinta-feira, no Fórum de Piracicaba, o júri popular do mecânico Celso Pereira de Assis, de 44 anos. Ele é acusado de ser o mentor e o executor da família Tempesta, em crime que chocou Americana em janeiro de 2009.

Robson Tempesta, de 39 anos, e a mulher dele, Ana Paula, então com 33, foram mortos a tiros na casa onde moravam. As filhas do casal, Camila, de 8 anos, e Laura, de apenas 1 ano e meio, foram sequestradas e mortas por asfixia.

Apesar de ter ocorrido em Americana, o caso será julgado em Piracicaba. O “desaforamento”, termo jurídico para a transferência do júri de uma comarca para a outra, foi determinado justamente por conta da repercussão que o caso teve na cidade. O objetivo é manter a isenção dos jurados.

Foto: João Carlos Nascimento - O Liberal
Celso Pereira de Assis foi preso em janeiro de 2009, mas será julgado apenas nesta quinta-feira

18h09
Celso Pereira de Assis é condenado a 71 anos, 11 meses e 29 dias de prisão.

17h
Debate entre acusação e defesa termina em Piracicaba. Jurados agora definem se condenam ou não o mecânico Celso Pereira de Assis pela morte da família Tempesta.

16h43
“Não é caso de algemas, e caso de camisa de força. É isso que defesa sustenta”, defende o advogado do mecânico. Julgamento está na fase de tréplica. Após a fala da defesa, os sete jurados se reúnem em uma sala reservada para responder a questões o crime e a intenção do assassino.

16h29
O advogado que defende o mecânico Celso Pereira de Assis inicia a tréplica. “Mostrei um laudo psiquiátrico e um ofício de um doutor em psiquiatria, pedindo a remoção urgente para um manicômio. Eu não escrevi este ofício”, ressaltou. “Qualquer pessoa que veja esse processo vai demonstrar indignação. Quem não sente isso [a indignação] é doente mental”, disse o advogado João Batista de Lima Rezende.

15h50
Promotor usa o tempo de réplica. Com um projetor, ele apresenta depoimentos de testemunhas que não vieram ao julgamento. Ele defende que a suposta doença mental de Celso não foi a causa do crime. “Foram dois homicídios por dinheiro. E as crianças ele matou pra ficar impune, pra não ser reconhecido”, afirmou.

14h19
“Peço que julguem de acordo com suas consciências”, disse o advogado João Batista de Lima Rezende para o Júri. “Se entenderem que trata-se de um criminoso comum, julguem assim. Mas se entenderem que é doente, reconheçam”.

14h07
Para o defensor, a doença mental foi provada no processo. “Ele tem esquizofrenia, a forma mais grave de loucura”, disse.

14h03
Advogado de defesa admite que Celso Pereira de Assis cometeu os crimes pelos quais é acusado. “Desde que eu fui contatado pela família eu sabia que ele era o autor dessas mortes. Trata-se de um dos crimes mais graves da história deste País. E foi causado pela doença dele”, alegou.

13h50
Julgamento é retomado. Defesa começa a apresentar suas alegações finais.

12h21
Pausa para o almoço. Julgamento será retomado com as alegações finais da defesa.

12:17
“Aquele monstro tirou 80 anos de vida de dois anjinhos. 30 anos de regime fechado pra ele é pouco”, concluiu o promotor

12h18
“Por que o réu quer uma medida de segurança? Porque a lei determina nesses casos internação em hospital de custódia ou tratamento ambulatorial por um prazo mínimo de um a três anos. Isso significa que, daqui a três anos o médico pode achar que ele está curado. E ele vai pra rua. Isso se não consumar o plano que falou pro Bruno, que é fugir”, apontou o promotor

12h06

“Laudo pericial é claro: ele tinha plena lucidez e consciência na época do crime. Ele é imputável”, ressaltou promotor

11h36
“Versão do réu de que tinha um caso amoroso com Ana Paula não tem pé nem cabeça”, afirma o promotor.

11h25
“Todas as ações do réu após o crime foram conscientes no sentido de atribuir a culpa a outras pessoas”, avaliou o promotor de Justiça.

11h05
Começou a fase de debates entre acusação e defesa. Acusação e defesa tem uma hora e meia para alegações finais. O promotor Luciano Coutinho compara Celso a assassinos notórios como Champinha e o Maníaco do Parque: “São pessoas ruins, cheias de maldade”.

10h42
Julgamento entra em um pequeno recesso e em breve deve ser iniciada a fase de debates entre acusação e defesa. Mais nenhuma testemunha deve ser ouvida.

10h40
O interrogatório do Celso durou menos de 10 minutos. Ele disse que não se recorda de nenhum dos fatos pelos quais é acusado. Disse também que não se lembra das vítimas e nem quem elas são. Em seu depoimento, afirmou que toma diversos remédios para tratamento psiquiátrico, porque ouve vozes.

10h29
O mecânico Celso Pereira de Assis começa a ser interrogado.

10h28
Defesa questionou os dois investigadores sobre a mãe do réu. O advogado queria saber se ela havia mencionado uma internação do filho por problemas psiquiátricos, em uma clínica em Hortolândia. Ambos afirmaram não se recordar.

10h24
“Foram feitas várias interceptações telefônicas. Ele chegou a simular um desaparecimento para não ser ouvido”, alega o investigador.

10h20
Investigador Valdir Carvalho é a segunda testemunha a ser ouvida

10h15
“Bruno Palumbo, outro réu do processo, disse aos policiais que Celso planejava alegar insanidade para que fosse transferido para um hospital e planejar uma fuga”, disse o investigador Carlos Caires.

10h
Investigador Carlos Caires é a primeira testemunha a ser ouvida: “Assim que ocorreu o crime foi feito um exame preliminar de vestígios de pólvora na mão do suspeito (Celso). Como a arma do crime foi uma pistola e nem sempre deixa vestígios, acabou dando negativo e ele foi liberado. Acredito que, aquela altura, as crianças ainda estavam vivas”.

9h40
O Júri foi sorteado. Conselho de sentença será composto por cinco mulheres e dois homens, e o juiz concede prazo aos jurados para leitura do processo.

9h20
O juiz Luiz Antônio Cunha presidirá o julgamento. Já estão em plenário o promotor de Justiça Luciano Coutinho, responsável pela acusação, e o advogado de Celso, João Batista de Lima Rezende. Celso está algemado no banco dos réus e usa um uniforme da SAP (Secretaria de Administração Penitenciária).

9h
Começa o júri popular. A primeira etapa é a escolha dos jurados. Serão sete. Após essa fase, começam os depoimentos de testemunhas. Como o processo corre em segredo de Justiça, o LIBERAL não teve acesso aos nomes das pessoas que serão ouvidas em plenário, mas o Código de Processo Penal determina que sejam ouvidas primeiro as de acusação e, sem seguida, as de defesa. O último depoimento é o do próprio réu.

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