26 de novembro de 2020 Atualizado 23:26

8 de Agosto de 2019 Atualizado 13:56
MENU

Compartilhe

Previsão

Temperaturas elevadas devem permanecer até a primavera

Após um inverno mais “quente”, temperaturas seguirão elevadas na próxima estação

Por Leonardo Oliveira

09 set 2020 às 13:10 • Última atualização 09 set 2020 às 13:34

Os moradores de Americana e região tem vivenciado desde o final de agosto um aumento nas temperaturas máximas, que passam dos 30°C quase que diariamente. Essa condição deve permanecer, pelo menos, até o próximo dia 22, quando tem início a primavera.

A previsão é do meteorologista Bruno Kabke Bainy, do Cepagri (Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura). Ele foi entrevistado no programa Liberal No Ar desta quarta-feira, transmitido pelas rádios Clube (AM 580) e FM Gold (94.7).

Bruno lembrou que agosto foi um mês de alta variação nas temperaturas. No dia 22, chegou a fazer 8°C, segundo dados da estação local do Ciiagro (Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas). Uma semana depois, já eram registradas máximas na casa dos 30°C, mesmo no inverno.

“Não é normal esse inverno. Ele foi marcado por várias ocorrências desses bloqueios meteorológicos em boa parte do tempo. Agosto só não ficou acima da média por conta dessa massa de ar frio que derrubou as temperaturas mais pro final do mês, mas, de fato, é uma condição atípica”, afirmou.

Dados do Ciiagro das 12h mostram que a temperatura máxima atingida nesta quarta foi de 35°C. Essa condição deve permanecer até o início da próxima estação, estima Bruno.

“Até o início da primavera a gente terá essa condição de tempo seco, quente e temperaturas altas. Na entrada da primavera a gente tá esperando uma passagem de uma frente frio com um bom volume de chuvas”, indicou.

Estimativas do CPTEC (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos) do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) apontam que as temperaturas devem variar entre 17% (mínimas) e 36% (máximas) até o dia 21 de setembro, situação que merece um maior cuidado com a saúde.

“Tem várias pesquisas que associam calor extremo ao agravamento de condições crônicas, como doenças pulmonares, doenças cardíacas, renais, até mesmo condições psiquiátricas. A gente tem a insolação, que é uma condição de calor intenso ao ponto do corpo perder a capacidade de regular a temperatura interna, e isso pode levar a condição como convulsão, coma, a té o mesmo óbito”, afirmou Bruno.

Publicidade