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Americana

Suspeito nunca demonstrou ser pessoa de ‘má índole’, diz reitor da Basílica

Homem é suspeito de abusar de crianças e adolescentes; 9 pen drives, 3 celulares e uma mini câmera foram apreendidos

Por André Rossi

17 out 2020 às 07:29 • Última atualização 17 out 2020 às 17:24

O pároco e reitor da Basílica Santuário de Santo Antônio de Pádua, padre Valdinei Antônio da Silva, disse nesta sexta-feira (16) que o ministro da eucarista suspeito de assédio, preso na última quinta-feira (15), nunca demonstrou ser pessoa de “má índole”.

Em nota divulgada para a imprensa, o líder religioso afirmou que a igreja está à disposição para ajudar nas investigações da Polícia Civil e reforçou que a Basílica repudia qualquer ato ou atitude que viole a dignidade de seus integrantes. O ministro, um tecelão de 32 anos, cuja identidade não foi divulgada, foi afastado do posto pela Diocese de Limeira.

“Se ocorreu algum ato criminoso, o que mostrará a investigação policial, será de inteira responsabilidade do investigado, pois sendo maior ele responde por seus atos. E o mesmo nunca demonstrou por qualquer comportamento ser pessoa de má índole”, traz a carta de padre Valdinei.

A prisão surpreendeu fiéis e pessoas que conviviam com o homem na Basílica Santuário Santo Antônio de Pádua.

“Somos uma instituição construída com muito amor e respeito, um
Igreja estimada pelos americanenses, esperamos que essa situação se esclareça e que a justiça seja feita”, disse padre Valdinei.

O LIBERAL apurou que o tecelão foi transferido da Paróquia São Domingos, também em Americana, para a basílica há cerca de um ano. Antes, ele já cantava no coral da igreja matriz. A atividade é voluntária e não há remuneração.

“Ficamos com cara de ‘besta’ mesmo. Todo mundo está chocado. Jamais a gente ia imaginar isso”, comentou uma funcionária da basílica, sob anonimato.

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