STJ nega pedido da defesa para libertar Cristiano Aro

Ele está preso desde o início de dezembro, acusado de participar de organização criminosa que adulterava combustíveis no Espírito Santos


O ministro João Otávio de Noronha, presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), negou nesta segunda-feira uma liminar em habeas corpus pedida pela defesa do empresário americanense Cristiano Aro. Ele está preso desde o início de dezembro, acusado de participar de organização criminosa que adulterava combustíveis no Espírito Santos.

O mérito do recurso ainda será analisado pela quinta turma do tribunal, o que só deve acontecer em fevereiro, já que a corte está em recesso. A defesa do empresário já havia tentado, sem sucesso, libertá-lo através do STF (Supremo Tribunal Federal), mas o presidente do tribunal, ministro Dias Toffoli, não considerou o caso “urgente” e se negou a despachá-lo no recesso.

O advogado de Cristiano Aro, Sílvio Crepaldi Júnior, não quis comentar a decisão do STJ nesta segunda-feira.

No dia 19 de dezembro, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado) do Espírito Santo apresentou à Justiça Estadual do município de Serra uma denúncia (acusação criminal formal) contra 14 pessoas investigadas.

Segundo o Ministério Público, o grupo adulterava combustíveis – com a adição de etanol, solventes e corantes – e cometia evasão fiscal, com a constituição de empresas de fachada para a emissão de notas para a compra dos produtos usados. “O monitoramento indicou adulteração, venda de combustível de baixa qualidade, sonegação de forma intensa e um cartel dominando o mercado, prejudicando até o comércio de álcool”, declarou, em dezembro, o promotor Bruno Simões Noya de Oliveira.

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