Reajuste é resultado da queda no número de usuários

Gerente da concessionária de transporte urbano de Americana, porém, não soube informar quantos passageiros deixaram de usar ônibus no último ano


A queda no número de passageiros foi o fator principal para o aumento do valor da tarifa de ônibus de R$ 4 para R$ 4,40 em Americana. A afirmação é de Márcio Anselmi, gerente interino da Sou Americana, empresa que opera o transporte urbano na cidade desde novembro.

O prefeito Omar Najar (MDB) elevou o preço da passagem por decreto na semana passada. O aumento passou a valer na última segunda-feira.

Foto: Marcelo Rocha / O Liberal
Aumento nas passagens do transporte passou a valer na última segunda-feira em Americana

Anselmi não soube citar qual foi a redução na quantidade de usuários, mas informou que hoje são transportadas diariamente, em média, 31 mil pessoas de segunda a sexta – aos fins de semana o movimento cai cerca de 70%. “Começamos [a operar] em novembro e essa queda de usuários já vinha tendo há muito tempo”, afirmou.

O gerente disse que não tinha acesso às planilhas no momento em que conversou com a reportagem por telefone, no fim da tarde de ontem, por isso não sabia dizer qual era a queda. Anselmi declarou, porém, que todos os documentos foram entregues à prefeitura, que não os enviou ao LIBERAL – a reportagem pediu as planilhas na terça-feira e novamente nesta sexta.

À noite, a assessoria de imprensa disse que o jornal terá de protocolar um pedido “oficial” de acesso aos dados. Os pedidos da reportagem, como todas as outras solicitações de informações, foram feitos pelo e-mail da assessoria de imprensa, que é o meio oficial de comunicação da prefeitura com veículos de comunicação.

Entre os 31 mil usuários diários, de 13 a 15 mil têm acesso a alguma gratuidade ou desconto, segundo Anselmi. Antes do aumento, a Comissão Tarifária se reuniu duas vezes para analisar o pedido de reajuste (a Sancetur, dona da Sou Americana, queria R$ 5,37).

Anselmi, que é representante da Sancetur na Comissão Tarifária, disse que o período observado para verificar a queda de passageiros e os outros fatores avaliados (como alta no preço do combustível) foi entre janeiro de 2018 e o mesmo mês deste ano. Vereadores da oposição tentam derrubar o reajuste com um projeto de decreto legislativo, mas não tiveram votos suficientes para colocar o tema em votação na quinta-feira.

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