Rodaben dispensa 11 comissionados na Câmara de Americana

O vereador, eleito presidente para o biênio 2019-2020, afirma que as medidas foram adotadas para dar economia e dinamismo à gestão


O presidente da Câmara de Americana, Luiz da Rodaben (PP), mandou demitir 11 funcionários comissionados do Legislativo, entre eles um economista e um advogado que tinham 21 anos de casa – os demais haviam sido contratados nos últimos dois anos, na gestão do último presidente, Alfredo Ondas (MDB). Rodaben diz que não sabe se vai preencher todos os cargos que ficaram vagos. O vereador afirma que as medidas foram adotadas para dar economia e dinamismo à gestão. “Nova linha, novo projeto.”

No caso dos dois cargos mais antigos, o presidente diz que provavelmente serão preenchidos, mas afirma que o gasto deve ser menor, já que ambos os funcionários tinham adicionais por tempo de serviço que, segundo ele, aumentavam em cerca de 30% seus salários – um dos demitidos mais antigos ganhava R$ 15 mil brutos e o outro, R$ 13 mil.

Foto: Marcelo Rocha / O Liberal
Rodaben diz que não sabe se vai preencher todos os cargos que ficaram vagos

Newton Pedro Rosa Vianna, economista que ocupava o cargo de assessor especial legislativo 2, diz que não recebeu qualquer satisfação, o que ele considerou “deselegante”. Vianna, que entrou na Câmara em março de 98, na gestão de José Zazeri, diz que foi chamado pela secretária geral da Casa após o almoço de quarta-feira e avisado de que seria exonerado a pedido do presidente. “Depois de 21 anos alguma satisfação eu merecia, mas nem isso teve”, lamentou.

Depois de ser avisado, ele procurou Rodaben e diz que esperou mais de uma hora. O presidente então o atendeu e disse que não poderia “fazer nada” por ele e que a demissão havia sido um consenso, contou Vianna, que passou pela gestão de dez Mesas Diretoras e está com 61 anos.

“Falei pra ele, ‘puxa vida’, mas 21 anos de casa, nem uma satisfação, nem uma conversa. É diferente de quem entra, fica dois anos e sai, tem uma vida ali”, afirmou Vianna, que diz que, como era comissionado, sabia que isso podia acontecer, já que o presidente pode exonerar comissionados a qualquer momento. Por ser estatutário, ele não tinha direito a FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e aviso prévio indenizado. “Praticamente eu saí só com saldo de salário e férias.”

O presidente da Câmara disse que o procedimento adotado é o normal para dispensas e contratações. Rodaben afirmou que Vianna esperou para ser atendido porque ele estava reunido com outros vereadores discutindo ações para melhorar a câmara.

A reportagem não conseguiu contato com o advogado demitido, Raul Brisola Leme Junior, que também tinha 21 anos de casa, e que ocupava o cargo de assessor jurídico. Os demais demitidos trabalhavam em vários setores, como comunicação, finanças e assessoria técnica legislativa.

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