18 de julho de 2024 Atualizado 22:35

Notícias em Americana e região

8 de Agosto de 2019 Grupo Liberal Atualizado 13:56
MENU

Publicidade

Compartilhe

Americana

Reunião discute soluções para moradores de rua do Centro de Americana

Em encontro do Conselho Comunitário de Segurança, lojistas apontam consumo de drogas e pequenos furtos como causas de redução do movimento no comércio

Por Walter Duarte

07 de junho de 2019, às 10h13 • Última atualização em 07 de junho de 2019, às 10h15

Comerciantes do Centro de Americana cobraram nesta quinta-feira uma solução da prefeitura e das forças de segurança – Polícias Civil e Militar e Guarda Municipal – para o aumento da população de rua na região. Os lojistas apontam o consumo de drogas a céu aberto e os pequenos furtos como uma das causas para a redução no movimento.

As reclamações foram feitas durante reunião do Conseg (Conselho Comunitário de Segurança), realizada na sede da Acia (Associação Comercial e Industrial de Americana). Os empresários relatam que o número de pedintes cresceu depois que uma loja de departamentos fechou as portas na Avenida Antonio Lobo.

Foto: João Carlos Nascimento / O Liberal
Empresários relatam problema maior após loja de departamento fechar

“Agora o que a gente está com mais problemas é na abordagem dos moradores de rua, os pedidos de dinheiro sem fim na porta das lojas. E os clientes estão se afastando. Estamos vivendo um deserto”, afirmou a comerciante Amanda Marangoni ontem.

O capitão da Polícia Militar Antonio Carlos Rugero Filho, que comanda a 1ª Companhia da PM, disse que a presença dos moradores de rua atrai pequenos traficantes. “É um problema social. A maior parte dessas pessoas é usuária de drogas ilícitas e como elas pedem dinheiro durante o dia, à noite os traficantes aparecem no local para vender. A polícia está vigilante quanto aos crimes, mas é preciso conscientizar a população para que não dê esmola”, ressaltou.

O secretário municipal de Ação Social e Desenvolvimento Humano, Aílton Gonçalves Dias Filho, afirmou aos comerciantes que está em andamento um processo de contratação de uma ONG (Organização Não-governamental) para realizar o trabalho de abordagem e encaminhamento da população de rua para um abrigo.

A expectativa é de que esse serviço comece a ser prestado em agosto. Mesmo assim ele acredita que não é possível solucioná-lo por completo. “É um serviço que já existia até 2017 e tivemos que paralisar. Vamos executá-lo de forma indireta e esperamos que esse problema seja diminuído. Nosso País é muito injusto e produz muito esse tipo de cidadão, que passa a viver uma subvida. Vamos tentar devolver a dignidade e a sobriedade dessas pessoas”, concluiu.

Publicidade