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Americana

Retorno às aulas tem acolhimento e adaptação

Volta às aulas em escolas particulares de Americana tem série de protocolos a serem cumpridos por alunos e professores

Por Marina Zanaki

07 fev 2021 às 10:17

Alunos do Politec em sala com turma reduzida; escolas particulares retornaram às aulas presenciais nesta semana - Foto: Ernesto Rodrigues - O Liberal

Acolhimento e adaptação. Essas foram as palavras que marcaram o retorno das aulas presenciais na rede particular em Americana esta semana, após quase um ano de distância física entre alunos e professores.

A primeira semana de aula no Colégio Objetivo de Americana colocou fim ao silêncio, e a presença dos estudantes, professores e funcionários fez com que a escola voltasse a ter vida. A percepção é da coordenadora pedagógica Mariza Pavan Stucchi.

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“Vi a escola com vida novamente. Esse último ano foi extremamente triste, passava pela escola e estava toda silenciosa. Aquilo não é escola, escola é vida, é com pessoas. Aquele silêncio assustava, porque não sabia quando ia poder retornar e nos encontrarmos novamente”, disse Mariza.

A coordenadora garantiu que o colégio tem cumprido rigorosamente as medidas sanitárias. “Estamos retornando sem a vacina, retomando a convivência acreditando que esses protocolos de biossegurança que foram orientados pelas autoridades da saúde nos garantam mesmo essa segurança necessária. Posso garantir que tomamos todos os cuidados com a realização dessas medidas”, afirmou.

Mariza contou que, com a reclassificação da região para a fase amarela do Plano São Paulo na sexta-feira, a escola se prepara para receber na semana que vem 70% dos alunos. Com isso, será possível atender as famílias que pediram para os estudantes frequentarem as aulas todos os dias. Isso é uma necessidade para os pais que trabalham fora e não têm com quem deixar os filhos, principalmente quando são pequenos.

COLORIDO. O Colégio Dom Bosco apostou nas cores para garantir o cumprimento das medidas sanitárias. Os alunos fazem a troca de máscaras a cada duas horas com base em um esquema de cores. A troca é feita com cuidados, com dispensa da máscara suja em recipiente próprio e limpeza das mãos com álcool em gel antes de colocar a nova.

“Isso faz com que nenhum aluno fique sem trocar a máscara, e o professor vê pela cor que todo mundo trocou, e ele troca também. Retornamos faz poucos dias, mas está funcionando direitinho, todo mundo chega com máscara azul e todo mundo vai embora com a branca”, contou a diretora pedagógica, Patrícia Albieri Guidolin.

Outra estratégia foi separar espaços da escola com base em esquema de cores. Os 8ºs e 9ºs anos, por exemplo, seguem fitas verdes. Assim, é possível aproveitar a grande dimensão da escola para garantir espaçamento e evitar aglomerações em espaços comuns.

“As escadas ficam menos movimentadas, não tem trânsito de alunos no corredor, tudo foi separado por cor. Funcionou muito bem”, avalia Patrícia.

Alunos assistem à aula no Colégio Politec, em Americana, durante retorno ao ensino presencial na última semana – Foto: Ernesto Rodrigues – O liberal

TECNOLOGIA. O Politec investiu em tecnologia para garantir a integração e sinergia dos alunos dentro e fora da sala de aula. O LIBERAL acompanhou uma aula na semana passada, realizada simultaneamente presencial e à distância para respeitar o limite de 35% de estudantes na escola, regra da fase laranja que estava em vigor.

As salas foram equipadas com um computador ligado a uma rede de cabeamento de internet, garantindo uma conexão robusta e que não sofre interferência de alunos utilizando o Wi-Fi. Dessa forma, as 27 salas conseguem transmitir as imagens para os estudantes em casa sem qualquer dificuldade.

Além disso, cada sala conta com duas câmeras com um amplo ângulo de visão. Uma delas capta a sala ou o professor, promovendo a interatividade. A outra registra uma pequena lousa conectada ao projetor que fornece a mesma imagem para quem está presencial e quem está remoto.

“Quando o professor abre a apostila, risca, mostra algo, quem está na sala vê pelo projetor e quem está em casa vê pelo computador”, explicou o professor de tecnologia da informação, Claudio Denardi Junior.

O investimento foi feito como uma resposta ao problema surgido na pandemia. Contudo, o diretor Jaime Alfredo Klava diz acreditar que a evolução ocorrida no ensino é irreversível.

“A tecnologia veio para ficar, ela não vai mais sair da escola. As aulas ficam mais dinâmicas, você pode acessar links, projetar imagens, pedir trabalhos em casa através do Moodle [programa de aprendizagem virtual]. A escola não será mais a mesma que era ontem”, definiu o diretor.

CONFIANÇA. Mãe de dois alunos do Politec, a pedagoga Ana Paula Ferraz contou que os filhos estão tão animados com o retorno que no dia da aula presencial eles são os primeiros a acordar.

“Eles tinham uma expectativa muito grande para o retorno, sentiam falta desse espaço, de interagir com os colegas, de ver mais perto. Mesmo em rodízio, já é maravilhoso. Eles ficam contando os dias para vir no presencial”, contou a mãe, que também trabalha na escola.

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