Restos a pagar da Fusame caem 87%

Dívidas que se acumulam de exercício para outro passaram de R$ 33 milhões a R$ 4 milhões; meta é zerar neste semestre


Em dois anos, a Secretaria de Saúde de Americana conseguiu diminuir os restos a pagar da Fusame (Fundação de Saúde do Município de Americana) de R$ 33 milhões para R$ 4 milhões. Isso representa uma diminuição percentual de 87%. Esses valores se referem a dívidas que não foram pagas durante o exercício financeiro – que se encerra a cada ano – e foram deixadas para o exercício seguinte. Os restos a pagar vinham se acumulando desde 2012, segundo o secretário de Saúde, Gleberson Miano.

Essas dívidas têm origens diversas, de acordo com ele. Incluem desde impostos a recolher, passando pelos mais diversos fornecedores de suprimentos médicos. A Fusame é administradora do Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi, portanto as dívidas acumuladas entre um exercício e outro podem comprometer diretamente as compras necessárias ao funcionamento do HM.

Em entrevista ao LIBERAL, Gleberson Miano comemorou o fim da “bola de neve” que os restos a pagar acabavam se transformando. Isso causava transtornos especialmente em relação a fornecedores de suprimentos exclusivos, como é o caso das próteses ortopédicas.

“É muito complicado, se eu não pago, mesmo dizendo que não fui eu quem gerou aquele débito em aberto, não me fornecem a prótese. Já teve caso de paciente estar na mesa de cirurgia e a empresa estar lá fora do hospital com a prótese no carro, esperando o depósito em conta. Se eu não pago, ele vai embora com a prótese e tenho que cancelar a cirurgia”, explicou o secretário.

Gleberson disse ainda que essas dívidas foram sendo diluídas ao longo dos dois últimos anos. Ele espera que os R$ 4 milhões que ainda restam sejam pagos até o final do primeiro semestre e que a Fusame zere os restos a pagar. Isso poderia liberar recursos para outros investimentos, de acordo com o secretário.

“Com isso, vamos regularizando a contabilidade. Esperamos, ao quitar esses R$ 4 milhões, pegar esse dinheiro e investir em coisas novas. Podemos contratar mais gente, fazer mais investimentos e comprar equipamentos”, destacou Gleberson.

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