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DESPEJO IRREGULAR

Represa do Salto Grande ajudou a conter problema que causou morte de peixes no Rio Piracicaba

Medida foi tomada para diluir um despejo irregular no rio; indústria do setor sucroalcooleiro foi identificada como responsável

Por Gabriel Pitor

09 de julho de 2024, às 19h26

Peixes apareceram mortos em trecho do Rio Piracicaba após despejo irregular - Foto: Reprodução

O aumento da vazão de água da PCH (Pequena Central Hidrelétrica) da Represa do Salto Grande, em Americana, para o Rio Piracicaba ajudou a melhorar a qualidade da água após um despejo irregular que causou a morte de peixes em um trecho do rio, em Piracicaba. A solicitação foi feita no último domingo (7) pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) à CPFL Renováveis, responsável pela PCH.

A informação foi confirmada pelas companhias ao LIBERAL nesta terça-feira (9). Ainda segundo a Cetesb, uma indústria do setor sucroalcooleiro, sediada em Rio das Pedras, foi identificada como responsável pelo despejo e deverá receber sanções administrativas, bem como multa. A empresa será obrigada a fazer a limpeza dos resíduos no corpo hídrico.

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A situação foi denunciada por pescadores e pelo Semae (Serviço Municipal de Águas e Esgoto), da Prefeitura de Piracicaba, no último domingo. Em um trecho do rio no bairro Nova Piracicaba, na rampa pública de barcos, foram encontrados vários peixes mortos e espuma na superfície do leito. A água também apresentava forte odor e coloração amarelada.

Com isso, a Cetesb coletou amostras e vistoriou o local. Ainda no mesmo dia, a agência das Bacias PCJ (Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí) manifestou a necessidade de liberação de mais água a partir do reservatório de Americana, na tentativa de diluir o despejo irregular. A companhia estadual seguiu o mesmo caminho e solicitou o aumento do vertimento, acatado pela CPFL.

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De acordo com a Cetesb, após a medida, houve uma recuperação considerável na quantidade de oxigênio dissolvido no rio — de 0 para 2,65 mg/l e 2,72mg/l, indicando melhora a cada período —, condições mais favoráveis para sobrevivência dos peixes. Esse monitoramento é feito por meio de uma sonda do Simqua (Sistema de Monitoramento da Qualidade da Água). Mais um equipamento desse tipo deverá ser instalado no trecho.

Ao LIBERAL, a Prefeitura de Piracicaba informou que trabalha em conjunto e dá todo apoio necessário à companhia estadual, que é o órgão responsável pelo laudo final sobre as causas da mortandade de peixes no Rio Piracicaba. Assim que concluído esse laudo, entre quarta (10) e quinta (11), o resultado e as providências a serem tomadas serão anunciados em coletiva.

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