Quatro pessoas são presas na RPT por lavagem de dinheiro

Ministério Público deflagrou Operação Mimético, que combate organização criminosa; foram três presos em Americana e um em Santa Bárbara


Dois homens e duas mulheres foram detidos nesta sexta-feira (9) na RPT (Região do Polo Têxtil) por participarem de um esquema de estelionato e lavagem de dinheiro. As prisões fazem parte da Operação Mimético, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) do Ministério Público, com apoio da Polícia Militar. Foram cumpridos três mandados de prisão em Americana, nos bairros Vila Palmeiras, Santa Cruz e Vila Paraíso, e mais um em Santa Bárbara d’Oeste.

Todos os detidos estão com mandados de prisão preventiva decretada, foram encaminhados ao Ministério Público para serem ouvidos e, após as oitivas, serão levados até os distritos policiais.

Além de Americana e Santa Bárbara, estão sendo cumpridos mandados em Piracicaba, Jundiaí, Campo Limpo Paulista e Caraguatatuba. As medidas foram deferidas pela Justiça de Americana. No total, são oito mandados de prisão preventiva, nove mandados de busca e apreensão e outras medidas cautelares.

Segundo informações do Ministério Público, “após investigação iniciada em janeiro de 2017, dez pessoas foram denunciadas por, em tese, integrar organização criminosa voltada à prática de estelionatos, duplicatas simuladas, lavagem de dinheiro e falsidades ideológicas”. Estima-se que o esquema tenha provocado o fechamento de 400 postos de trabalho.

ESQUEMA
De acordo com o Gaeco, “os acusados utilizariam diversas empresas para simular uma estrutura empresarial sofisticada, que na verdade era somente fachada. Com isso, conseguiam simular uma boa situação econômica e convencer empresários a vender outras empresas para o grupo. As novas empresas eram, então, usadas para a prática dos crimes”.

Ainda segundo o MP, vários empresários teriam sido vítimas de crimes de estelionato, uma vez que não recebiam os pagamentos devidos, sendo enganados pela aparência simulada pelos acusados. Uma vez assumido o controle da empresa-vítima (fraudulentamente adquirida), a organização criminosa de em tese praticaria diversos outros crimes contra terceiros, desviava patrimônio da empresa, lavaria dinheiro, além praticar outras condutas ilícitas.

Essas empresas acabavam em uma situação de ruína financeira, o que acabou levando muitas a decretarem falência ou entrarem em recuperação judicial. O Ministério Público estima que cerca de 400 postos de trabalho foram fechados por conta do esquema criminoso.

Dentre as empresas relacionadas à organização criminosa denunciada está uma tradicional empresa fabricante de tapetes situada na cidade de Americana e uma tradicional fabricante automobilística de São Bernardo do Campo; além de empresa de transportes e desembaraço aduaneiro de São José dos Campos, indústrias do setor químico de Sorocaba e indústrias do setor de vestuário de Americana/SP e Santa Bárbara d’Oeste.

Até o momento foi identificado extenso patrimônio dos denunciados, destacando-se duas suntuosas residências em condomínio de altíssimo luxo no Litoral Norte de São Paulo, residências avaliadas, cada uma, em valor superior a R$ 4 milhões; além de outros imóveis milionários, veículos de luxo e outros bens que demonstram a envergadura dos fatos praticados.

Todos esses fatos foram narrados na denúncia apresentada à Justiça de Americana e serão objeto de processo, abrindo-se oportunidade de ampla defesa aos acusados.

Com informações da assessoria de imprensa do Ministério Público.

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