Professor Marcos Salmi morre aos 63 anos

Educador que lecionou por cerca de três décadas no Polivalente, em Americana, lutava contra um câncer há seis anos


O professor Marcos Antônio Salmi, de 63 anos, morreu no início da madrugada deste domingo (5), por complicações de um câncer. Salmi trabalhou por cerca de 30 anos na Etec Polivalente, em Americana, onde deu aulas de geografia, foi coordenador pedagógico e responsável pela biblioteca. Há pouco mais de um ano, ele tinha se afastado por conta da doença.

Salmi morreu por volta de 0h40, no Hospital da Unimed, onde estava internado havia duas semanas, segundo seu sobrinho Matheus Rasmuscen.

Foto: Arquivo Pessoal
Salmi lutava contra um câncer há 6 anos

A sensibilidade, o equilíbrio, o bom humor e o foco no diálogo são marcas de sua personalidade lembradas por pessoas que conviveram com Salmi em suas décadas de magistério.

“Era uma pessoa que buscava a resolução dos conflitos no diálogo. Muito equilibrado, muito sensato”, conta Mary Damiane, diretora da Etec Polivalente. Salmi atuou como coordenador pedagógico de 2008 a 2015.

Foto: Arquivo Pessoal
O professor atuou por quase três décadas no Polivalente de Americana

A professora e ex-vereadora Divina Bertália conta que, quando entrou na Etec para dar aulas, em 1989, foi acolhida por Salmi. “Muito mais que um competente professor e um excelente companheiro de trabalho, Salmi era o olhar humano que acarinhava os alunos, colegas e funcionários”, afirma.

Divina está elaborando um livro sobre a história do Polivalente. O título escolhido foi sugerido por Salmi: “Polivalente: Formando profissionais e cidadãos”.

“Adotei na hora. Nasceu da sensibilidade e conhecimento de um grande mestre, acerca da comunidade escolar à qual tinha muito orgulho de pertencer”, destacou a ex-vereadora.

O educador também ajudou na implementação da Etec de Hortolândia, em 1992. Atuou como coordenador pedagógico da unidade por aproximadamente oito anos. Para Aparecida Bergamin Girardi, diretora da escola naquela época e hoje aposentada, o que mais encantava em Salmi era a facilidade que ele tinha para lidar com todos. “Ele era muito simpático, muito risonho. Lidava bem com os alunos, com os professores, era muito fácil de lidar.”

Como profissional, Aparecida conta que Salmi era dinâmico e competente.

A luta do professor contra o câncer durou os últimos seis anos, conta o sobrinho Matheus. A doença começou no intestino e depois se espalhou. Salmi fez várias cirurgias. Após quatro meses internado, deixou o hospital em abril do ano passado, sem condições de trabalhar.

Matheus, sua mãe, Rosemary (irmã de Salmi), seu irmão, Lucas, e seu pai, Wagner, se mudaram para a casa do professor para cuidar dele.

Salmi focou em sua recuperação, com sessões de fisioterapia para retomar os movimentos e fonoaudiólogo. O sobrinho conta que o professor mantinha a esperança na recuperação. “Ele só queria viver. Era nisso que ele pensava”.

O professor deixa um irmão e uma irmã, além dos sobrinhos.

O corpo de Salmi foi sepultado na tarde deste domingo, no Cemitério da Saudade, em Americana.

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