Procon de Americana pretende cobrar empresas ‘campeãs’ em reclamações

Segundo secretário de Negócios Jurídicos, um dos objetivos é estabelecer metas de redução das queixas em telefonia


Foto: João Carlos Nascimento - O Liberal
Secretário de Negócios Jurídicos, Alex Niuri disse que fará reuniões com empresas “imediatamente”

O Procon (Programa de Proteção e Defesa do Consumidor) de Americana vai chamar os dirigentes das empresas campeãs de reclamações para cobrar soluções. Um dos objetivos é estabelecer metas de redução das queixas, que se concentram no setor de telefonia.

Segundo o secretário de Negócios Jurídicos de Americana, Alex Niuri, caso essa reunião não melhore a eficiência no setor, o órgão estuda protocolar uma representação junto ao MP (Ministério Público) ou o Procon do Estado de São Paulo pedindo a suspensão da comercialização de produtos e serviços até a adequação das empresas.

“Primeiro a gente quer conversar, entender o que está acontecendo, e estabelecer metas de redução dessas queixas, ter eficiência maior no setor, discutir locais de atendimento físico na cidade”, afirmou o secretário em entrevista à Rádio FM Gold (94,7 FM), do Grupo Liberal, esta semana.

Questionado sobre quando pretende realizar essa reunião com as empresas, Niuri respondeu que “imediatamente”. As principais reclamações recebidas pelo Procon se referem a vendas consideradas coercitivas, faltas em agendamentos de instalações e também falhas no produto ou serviço vendido.

Ouça entrevista com o secretário:

O setor de telefonia responde por cerca de 13% das reclamações recebidas pelo Procon do município. Em 2018, foram registradas quase 400 queixas de empresas dessa área. Segundo Niuri, a tendência é que esse número seja ultrapassado este ano.

“A maioria absoluta das pessoas que procuraram o Procon tem resolvido seu problema, o que é injusto. Existe uma central de atendimento, mas as pessoas precisam procurar o Procon. Temos exemplos de cobrança indevida, você liga no 0800 e não resolve. Procura o Procon, que notifica a empresa, e rapidamente resolve. O Procon não precisa ser intermediário dessa simples solução”, exemplificou Niuri.

O secretário também criticou as centrais de atendimento, definindo-o como uma “imoralidade”. “Você espera, fala mil coisas com um robô, e no final ele volta e você não tem o problema solucionado. Ou então o funcionário que te atende não tem autonomia ou não dispõe de meios. A gente vê até falta de preparo desses atendentes, parece que pegou na esquina sem nenhum treinamento e o sujeito está ali muito mais para falar”, declarou Niuri.

O Procon de Americana está localizado no Paço Municipal, na Avenida Brasil, número 85. O telefone é 3475.9008.

* Colaboraram Talita Bristotti e André Thieful

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