Presa com 310 kg de maconha, dupla de Americana vira alvo de investigação

Moradores de Americana confessaram terem sido contratados pelo PCC por R$ 15 mil para carregar a droga até o Estado de São Paulo


Foto: Delegacia de Polícia de Ribas do Rio Pardo
Eles foram flagrados com drogas em caminhonete na cidade sul-matogrossense

Um empresário, de 39 anos, e um vendedor, de 31, ambos moradores de Americana, são investigados pela Polícia Civil de Ribas do Rio Pardo (MS) por envolvimento com o tráfico de drogas. Eles foram flagrados transportando 310 quilos de maconha no início deste mês na cidade e estão presos desde então.

As informações são do delegado Bruno Santacatharina, do município sul-mato-grossense. Ele disse que os indivíduos confessaram terem sido contratados pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) por R$ 15 mil para carregar a droga até o Estado de São Paulo, sem especificar a cidade.

“A suspeita é que eles foram contratados para fazer um serviço específico para não levantar suspeita. Tem outras pessoas maiores envolvidas nisso”, disse o delegado em entrevista ao LIBERAL nesta terça-feira.

Os indiciados, inclusive, aceitaram colaborar com as investigações na identificação dos membros da facção com quem tiveram contato, segundo o delegado.

Nesta terça-feira, o LIBERAL conversou por telefone com o advogado que representa os moradores de Americana investigados. Ele pediu que a reportagem retornasse o contato para se posicionar, mas depois não atendeu mais.

PRISÃO. A prisão ocorreu na noite do dia 6 de setembro após denúncia recebida pela corporação no dia anterior. Ao todo, cinco suspeitos, divididos em dois carros, faziam o trajeto até Ribas do Rio Pardo para pegar a droga. Um dos carros quebrou e precisou ser levado até uma oficina da cidade.

Isso atrasou a ação dos criminosos, que decidiram ampliar a estadia no município. Na oficina, eles conversaram sobre o transporte dos entorpecentes enquanto aguardavam o conserto do automóvel, que já estava carregado com uma quantidade de drogas. A ação chamou a atenção de pessoas que passavam pelo local e a Polícia Civil foi acionada.

Foto: Delegacia de Polícia de Ribas do Rio Pardo
Com um dos detidos foi encontrado um revólver calibre 38 com numeração raspada

RESIDÊNCIA. Teve início aí a investigação que levou os policiais até uma casa onde as drogas eram guardadas. O imóvel estava no nome de familiares de um integrante do PCC que está preso na penitenciária de segurança máxima de Campo Grande (MS), segundo o delegado do caso.

De campana em uma residência vizinha, os agentes decidiram abordar os suspeitos depois que eles colocaram mais drogas em uma caminhonete Toyota Hilux, pertencente a esposa de um dos presos. Eles tentaram fugir, mas a ação foi atrapalhada depois que o delegado atirou no pneu traseiro.

Depois que a caminhonete rodopiou e parou, os cinco suspeitos saíram correndo – dois deles, os empresários de Americana, foram presos em flagrante. Outros três, dois menores de idade e uma mulher – conseguiram fugir.

Com um dos detidos foi encontrado um revólver calibre 38 com numeração raspada. Na caminhonete estavam 384 tabletes de maconha, pesando 310 quilos. A arma e a droga foram apreendidas e os dois indivíduos acabaram presos na delegacia de Ribas do Rio Pardo.

Eles, que são investigados por tráfico de drogas, associação para o tráfico e porte ilegal de arma de fogo, tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva por se tratarem de crimes hediondos. A defesa entrou com um habeas corpus, que foi negado pela Justiça ainda na semana passada.

A dupla deve ser transferida nos próximos dias para a penitenciária de segurança máxima de Campo Grande (MS), afirmou o delegado responsável pelo caso.

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