Prefeitura organiza comissão para apurar afastamentos de servidores

Segundo Omar Najar (PMDB), setores de Educação e Saúde são as áreas mais prejudicadas pela ausência frequente de profissionais


A Prefeitura de Americana irá apurar os afastamentos por atestado médico que vem sendo apresentados à administração. O prefeito, Omar Najar (PMDB), explicou que o objetivo é identificar a origem e os problemas apontados nos atestados. Sem tecer acusações prévias, o chefe do Executivo afirmou que o objetivo é levantar apurações em todos os casos em que houver suspeita. A comissão sindicante será formada por profissionais de medicina do próprio município.

Os setores de Educação e Saúde, segundo o prefeito, são as áreas mais prejudicadas pela ausência frequente de profissionais. Omar relatou que, somente pelo Ameriprev (Instituto Previdenciário de Americana), atualmente há 150 pessoas afastadas com atestado. A área da Saúde, disse, é uma das campeãs entre as faltas. “Às vezes o próprio médico falta e avisa um pouco antes de entrar em plantão. Precisamos apurar se todos esses casos são realmente problemas de saúde”, disse o prefeito.

Foto: Marcelo Rocha / O Liberal
Omar relatou que somente pelo Ameriprev atualmente há 150 pessoas afastadas com atestado; área de saúde é campeã

A secretária da Educação, Juçara Florian, relatou que a média de ausências entre professores e trabalhadores da Pasta é de 70 pessoas por dia. A redução dessa média de ausências, disse a secretária, é fundamental para que os cortes de profissionais contratados por RPA (Recibo de Pagamento de Autônomo), feitos nesta sexta-feira, não sejam sentidos (leia nesta página).

Apesar de não haver falta de profissionais em relação ao número de turmas, a secretária afirmou que a alta média de ausências por dia prejudica o andamento das escolas. A investigação, ela acredita, pode revelar se há afastamentos indevidos.

A junta médica deverá avaliar se há irregularidades na procedência dos atestados, se os problemas relatados de fato são passíveis das ausências do trabalho e se há origens em comum. O resultado das apurações deve variar de acordo com cada caso e com as possíveis irregularidades que venham a ser identificadas na situação.

CALAMIDADE
A prefeitura decretou estado de calamidade financeira no início da semana e por um prazo de 120 dias deve realizar uma série de cortes nos gastos com pessoal e serviços que não sejam essenciais. A situação financeira ruim, o endividamento e a dificuldade em manter a folha de pagamento em dia.

Além da série de problemas encontrados desde que assumiu o Executivo, em janeiro do ano passado, fizeram o prefeito decidir pelo decreto e formar uma comissão formada por ele e demais secretários para identificar os cortes que devem ser feitos. O grupo deve cortar, inclusive, quadros concursados do município.

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