Prefeitura estuda barrar instalação de novos loteamentos

Medida seria colocada em prática como única alternativa para evitar problemas sobre a falta de água em Americana


O prefeito de Americana, Omar Najar (MDB), cogita suspender a implantação de novos loteamentos na cidade por causa dos problemas de abastecimento de água. Omar deu a declaração no fim da tarde desta quarta-feira, durante entrevista coletiva em seu gabinete, ao responder a uma pergunta do LIBERAL.

Novos loteamentos significariam mais gente consumindo água. Por isso o governo estuda a possibilidade de congelar as aprovações de residenciais de baixo, médio e alto padrões até que a prefeitura aumente a capacidade de distribuição e reservação hídrica no município. A instalação de qualquer empreendimento habitacional precisa de aval do poder Executivo.

Foto: João Carlos Nascimento - O Liberal
Moradores da Rua Guilherme Schmdit, na Praia Azul, vem sofrendo com falta de água

No fim do ano, vários bairros de Americana foram afetados pela falta d’água. O prefeito criticou, na ocasião, a aprovação de loteamentos no passado sem exigência de contrapartidas, como construção de reservatórios. Ele citou como exemplo a região do Parque Novo Mundo, onde o consumo cresceu muito por causa de novos residenciais. O diretor do DAE, Carlos Zappia, admite que não é possível evitar a falta d’água no Verão, época em que o consumo aumenta.

Omar então anunciou, ainda no final de 2018, que pretende construir cinco novas caixas d’água, cada uma com capacidade de mais de dez milhões de litros. Em paralelo, o DAE trabalha na implantação de um novo ponto de captação no Rio Piracicaba, que deve ficar pronto em março, segundo Omar – e que elevaria a capacidade de distribuição.

Antes de decidir se vai barrar novos empreendimentos e qual a duração dessa medida, o prefeito de Americana quer saber em quanto tempo será possível construir os cinco novos reservatórios que o governo planeja.

Se Omar for convencido de que é possível tirar as novas caixas d’águas do papel rapidamente, não seria necessário congelar as aprovações de loteamentos. Se for algo mais demorado, a medida pode ser aplicada.

Segundo o prefeito, técnicos do DAE (Departamento de Água e Esgoto) estimam que é possível fazer os reservatórios rapidamente. “Então pode ser que agilize, mas foi estudada a paralisação, por enquanto de suspender loteamentos, até se criar a situação para não deixar o pessoal sem água”, afirmou o prefeito. Ainda será preciso lançar licitação para a construção dos reservatórios.

Por volta das 18h30 de ontem, a assessoria de imprensa da prefeitura informou que não seria possível checar quantos pedidos de loteamento há em análise atualmente – as repartições do Executivo já estavam fechadas neste horário.

O prefeito informou que a construção de cada um dos depósitos de água é estimado em R$ 5 milhões. O DAE tem condições de fazer as obras com recursos próprios – segundo Omar, a autarquia possui R$ 40 milhões em caixa, mas o município vai tentar obter verbas estaduais e federais. “O problema maior é burocracia. Burocracia é complicado nesse País”, afirmou Omar.

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