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AMERICANA

Prefeitura cobra regularização de coletores em área do Jardim dos Lírios

Cerca de 20 trabalhadores que utilizam área particular terão que se adequar; eles negam notificação

Por André Rossi

30 jul 2020 às 08:36 • Última atualização 30 jul 2020 às 09:34

Os coletores de reciclagem que atuam em um terreno particular da Rua das Seriemas, no Jardim dos Lírios, em Americana, terão que regularizar a atividade para poderem continuar trabalhando na área. A prefeitura afirma que notificou os trabalhadores, mas eles negam.

As adequações exigidas passam pela separação dos produtos, controle de vetores biológicos e licenciamento junto ao poder público. No entanto, não foi estipulado um prazo específico para que o processo seja finalizado.

Cerca de 20 coletores independentes utilizam o terreno. O LIBERAL esteve no local na semana passada e ouviu dos trabalhadores que não há intenção de formar uma cooperativa, já que o entendimento é de que o serviço em tal modelo não seria dividido de forma igualitária.

Coletores não querem formar cooperativa – Foto: Marcelo Rocha / O Liberal

“Mesmo se tratando de área particular, os responsáveis foram notificados, sendo lavrada advertência para providenciar as adequações relacionadas aos trabalhos de reciclagem. Se não surtir os resultados desejáveis, também serão notificados os proprietários dos imóveis”, informou a prefeitura.

Para continuarem na área, eles deverão operar com separação adequada dos produtos, que não podem ser colocados diretamente no solo. É preciso comprovar a “destinação ambientalmente adequada dos rejeitos”, e controlar vetores biológicos nos locais de operação.

Segundo o secretário de Meio Ambiente, Roberto Sablesky Galvão, a regularização também envolve a Sosu (Secretaria de Obras e Serviços Urbanos) por conta do terreno ser particular.

“Esse pessoal teve uma advertência. A gente não quis entrar com multa, mas vão ter que adequar. Manejo de vetores, área coberta e tem que se licenciar para continuar com a atividade”, explicou Roberto.

Um dos coletores, que pediu para não ser identificado, disse que não houve notificação. Um fiscal da prefeitura teria ido até o local, registrado o nome de todos e passado algumas orientações.

“Isso aí de separar o material a gente já faz. Só disseram para não deixar no chão”, comentou o trabalhador.

Terreno
A área em questão é particular. Os coletores negam que o espaço seja “invadido” e que o objetivo é que cada um deles adquira um lote no futuro.

Uma das proprietárias do terreno, Carina Duarte, confirmou para a reportagem que já conversou com a maior parte dos trabalhadores e que há intenção de vendar a área para eles. O processo depende da regularização do loteamento, que está em andamento.

“Eles tem a possibilidade de comprar os lotes, dependendo da forma como a gente for comercializar. Eles não estão legalmente na área. A gente foi até eles e conversamos para tentar deixar a coisa amigável”, comentou Carina.

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