Prefeitura ainda não sabe como fará ‘pista-remendo’ em viaduto

Criação de pista exclusiva para bombeiros no Amadeu Elias foi anunciada pela administração na última segunda-feira


A Prefeitura de Americana ainda não sabe como vai implantar uma faixa exclusiva para os bombeiros e outros serviços de emergência no Viaduto Amadeu Elias. A criação da pista, que funcionará no sentido oposto ao dos outros veículos, foi anunciada pela prefeitura na segunda-feira, menos de um mês após a remodelação do elevado.

A prefeitura informou que ainda não definiu a medida de cada pista e nem a retirada de calçadas do viaduto. Afirma que a divulgação será feita no momento oportuno. Apesar disso, já foram pintadas novas demarcações no solo.

Foto: Marcelo Rocha / O Liberal
No dia 12 de outubro a prefeitura deixou o Viaduto Amadeu Elias com apenas uma mão de direção

O Amadeu Elias tinha duas faixas, uma sentido Centro e outro rumo ao bairro Colina. No dia 12 de outubro, a prefeitura deixou o viaduto com apenas uma mão de direção, sentido bairro, com o objetivo de dar mais fluidez ao trânsito.

A mudança provocou queixas de muitos moradores, que relatam dificuldades para acessar o Centro. O Corpo de Bombeiros, que funciona a poucos metros do elevado, relatou à prefeitura que havia potencial prejuízo ao atendimento de ocorrências, já que ficou mais demorado chegar à região central.

A Utransv (Unidade de Transportes e Sistema Viário), então, sugeriu um remendo: a criação de uma pista exclusiva para as emergências. Em audiência pública sobre o trânsito anteontem à noite, o capitão Bruno Gobbo, comandante do Corpo de Bombeiros na cidade, disse que a proposta prevê redução ou eliminação de uma das calçadas. “Eles criariam uma terceira faixa, eliminando uma parte do passeio, da calçada, e ficaria. Eliminando uma calçada, ficaria a outra calçada, essa é a proposta”, disse Gobbo durante a audiência. Ele afirmou que a ideia foi apresentada a ele na última quinta-feira pelo secretário-adjunto de Obras e autoridade de trânsito, Eraldo Camargo.

Questionado depois pelo LIBERAL, Gobbo disse que “provavelmente” uma calçada seria retirada, mas que Eraldo não deixou claro se seria uma parte ou inteira.

O vereador Welington Rezende (PRP), que é técnico em edificações, disse que, se uma das calçadas for suprimida para implantar a faixa exclusiva, isso pode comprometer a estrutura do viaduto. É que as vigas de sustentação ficam nas laterais do elevado, abaixo dos passeios. Fazer caminhões dos bombeiros passarem por cima destas vigas pode comprometê-las, diz o parlamentar.

Engenheiro civil, mestre em transportes e professor da Faculdade de Engenharia Civil da Unicamp, Creso de Franco Peixoto diz que mudanças no padrão de tráfego sobre um viaduto precisam ser precedidas de estudos, pois podem comprometê-lo.

LIBERAL VIRTUAL Acesse agora

Receba nossa newsletter!