Por um voto, proibição de fogos é rejeitada em Americana

A exemplo de 2017, votação ficou 9 a 9 e coube o desempate ao presidente da Câmara Municipal


Os vereadores da Câmara de Americana rejeitaram na sessão dessa quinta-feira o projeto de lei que proibia a soltura de fogos de artifício que produzem barulho. Assim como em 2017, quando um projeto similar foi discutido, a votação terminou empatada em 9 a 9 e coube ao presidente da Casa desempatar.

De autoria de Maria Giovana Fortunato (PCdoB) e Gualter Amado (PRB), o projeto recebeu um parecer de inconstitucionalidade da Comissão de Justiça e Redação, que acabou derrubado pelos vereadores na sessão do dia 7 de fevereiro. Nessa quarta-feira, o tema foi discutido em audiência pública na câmara.

Foto: Câmara de Americana / Divulgação
Luiz da Rodaben (ao centro) decidiu pela rejeição do projeto dos fogos

Ontem, os vereadores debateram a matéria durante uma hora. O líder de governo Pedro Peol (PV) se posicionou contrário, dizendo que estaria penalizando os “grandes eventos” que utilizam fogos. As dificuldades de fiscalização também foram citadas pelo parlamentar.

Já o suplente da vereadora Judith Batista (PDT), que faleceu nessa quinta-feira, Carlos Alexandre Vianna Soares, o Leco (PDT), disse não entender como funcionaria a fiscalização. Ele também acreditava que a alternativa seria focar na conscientização, especialmente nas escolas, para reduzir a prática.

Já Celso Zoppi (PT), suplente do vereador Padre Sérgio (PT), que pediu licença da sessão para exames de rotina, defendeu a necessidade do projeto e discorda que apenas conscientização seja suficiente, apesar de reconhecer que é um ponto importante.

O voto de minerva foi do presidente Luiz Carlos Cezarreto, o Luiz da Rodaben (PP), que sempre se posicionou contrário ao município legislar sobre o tema. Em 2017, o presidente era Alfredo Ondas (MDB), que também votou contra.

Maria Giovana lamentou a derrota, mas acredita ser “inevitável” que o projeto volte a ser discutido nos próximos anos. “Tenho falado muito sobre ser uma questão de dignidade humana, de evolução, empatia. Americana perde a chance de se postar como sempre se postou, progressista, com pautas modernas, mas é algo que, na minha opinião, não se segura por muito tempo”, afirmou.

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