Polícia prende Cristiano Aro em operação contra fraude no setor de combustíveis

Investigação do Ministério Público do Espírito Santo, batizada de Operação Lídima, prendeu 17 pessoas nesta segunda-feira


A polícia prendeu nesta segunda-feira o empresário Cristiano Fontes Aro, de 38 anos, dono do escritório Aro Contabilidade, em Americana. A prisão foi pedida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público e pela Polícia Civil do Espírito Santo dentro de uma investigação sobre adulteração de combustível e lavagem de dinheiro em três estados.

Policiais da CPJ (Central de Polícia Judiciária), de Americana, cumpriram mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, expedidos pela Justiça de Serra (ES), na casa do empresário e no escritório, no Jardim São Paulo. Três veículos foram apreendidos, além de documentos, computadores, celulares e uma arma calibre 380 com registro vencido.

Foto: Marina Zanaki / O Liberal
Polícia Civil fez buscas no escritório do empresário, no Jardim S. Paulo

A investigação, batizada de Operação Lídima, prendeu 17 pessoas nesta segunda-feira. Elas são suspeitas de integrarem um grupo que praticava adulteração de combustíveis com a utilização de um solvente e de água. Segundo os investigadores, os envolvidos também promoviam fraudes fiscais.

O esquema se aproveitava de diferentes alíquotas de tributação em relação à finalidade dada ao álcool. A substância era retirada das usinas com uma nota indicando como destino, por exemplo, empresas químicas, cuja alíquota de imposto era mais baixa do que a do álcool usado para combustível. Contudo, no final, o produto era encaminhado para postos de combustível.

Coordenador do Gaeco, o promotor de Justiça Bruno Simões Noya de Oliveira disse que o esquema prejudicava tanto consumidores quanto o mercado. “Isso permitia o aumento do lucro e um preço mais em conta na bomba, afetando a concorrência no mercado. A sonegação é milionária, mas não se tem valores ainda”, comentou.

Foto: Ministério Público/Divulgação
Operação combateu fraudes na fabricação, distribuição e comercialização de combustíveis

“O empresário que trabalha com lealdade no comércio de combustíveis não consegue concorrer com esse tipo de fraude”, destacou, durante a coletiva de imprensa nesta segunda-feira, no estado capixaba.

O nome dos investigados presos não foi revelado pela Promotoria. Ao LIBERAL, o delegado Donizete Mello, da CPJ de Americana, confirmou o nome de Cristiano Aro.

Os investigadores também não revelaram qual era a participação do empresário no esquema. Ele foi levado para o CDP (Centro de Detenção Provisória) de Americana nesta segunda-feira e deve ser ouvido pelo MP do Espírito Santo.

O advogado Adriano Lopes Rinalti, que representa Cristiano, disse ao LIBERAL que ainda apurava o motivo da prisão do empresário. “Não temos maiores detalhes”, afirmou na tarde desta segunda.

Cristiano Aro foi candidato a vereador em Americana, em 2016, pelo PSD. Ele teve 518 votos e não foi eleito.

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